Nílvia Pantaleoni 21/02/2008
| Título | Info |
|---|---|
| A FORMAÇÃO DA LITERATURA NA AMÉRICA (PROFESSOR ALEX SWANDER, Ms. L.) | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| A FORMAÇÃO DA LITERATURA NA AMÉRICA (publicado na Revista América -2005/2006 pelo Professor Alex Swander)
A FORMAÇÃO DA LITERATURA NA AMÉRICA Por: Professor Alex Swander (Premiado pela ABL – Academia Brasileira de Letras (2000 / 2001 e 2007), Professor universitário, Servidor Público, Pesquisador, Revisor de textos, autor de “Aulas de Latim” e do CD – Metodologia Científica – teoria e prática, Modelos de Trabalhos, Professor substituto da UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Coordenador e Criador dos Programas de Pós-Graduação lato sensu em Lingüística aplicada ao Ensino – UNIVERSO e de Literatura & Linguagem – UNIVERSO, Membro do CiFEFiL – Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Lingüísticos) Sem sombra de dúvida, Havia muita beleza e verdade nas célebres palavras de James Monroe: “A América para os americanos”. Evidentemente, que devemos respeitar os parâmetros contextuais em que ele disse tal coisa. Porém, é indiscutível que, desde o início, pelo menos nos Estados Unidos, houve um movimento de reação à mentalidade colonialista européia. Outro aspecto que merece uma atenção criteriosa é que o formato colonial desenvolvido nos Estados Unidos é bem diferente daquele que foi desenvolvido no restante da América. Em países como o Chile, Venezuela, Argentina, México e até mesmo o Brasil, o modelo de colonização foi o de EXPLORAÇÃO. Isto significa que a colônia não tinha outra aplicabilidade diferente da de servir de fonte de exploração. Já nos Estados Unidos, a realidade foi bem diferente; basta recapitularmos o episódio em que John Winthrop chegou a Massachussetts. Adepto de uma seita religiosa bastante radical para a época (o puritanismo), ele e 700 pessoas deixaram a Inglaterra levando consigo um grande desejo: fundar uma sociedade utópica, onde os vícios da velha Europa não estivessem mais presentes. Assim, John Winthrop se valia da comparação com os hebreus que, liderados por Moisés, buscavam a terra prometida. É bem verdade que os Estados Unidos ainda levariam cerca de 140 anos para nascer, porém estava disseminada a propaganda dos puritanos acerca do ideal americano. Para tanto, guerras seriam necessárias, até porque outros povos já ocupavam grande parte das terras americanas: os espanhóis, que chegaram no século 16; os franceses – senhores da Louisiana; os índios que, diga-se de passagem, foram abatidos aos milhões e, é claro, os ingleses – senhores quase absolutos do mundo até a primeira metade do século 18. Todo esse retrospecto deve ser levado em consideração, se quisermos entender a formação da literatura na América. Se por um lado temos o imperialismo norte-americano se valendo da máxima segundo a qual eles são a nação eleita por Deus para conduzir a humanidade rumo à liberdade e à democracia, por outro temos as outras nações americanas já em seu processo de independência: Argentina, Chile, Paraguai, Bolívia, Brasil enfim, os outros países onde, conforme vimos, o formato de colonização foi diferente daquele que se verificou nos Estados Unidos. Ora, tais países foram colônias de exploração para as potências européias da época (Portugal e Espanha). É bem verdade, também, que os ideais de liberdade no Brasil, por exemplo, nasceram de mentores intelectuais que trouxeram da Europa tais pensamentos. Muitos conflitos aconteceram aqui mesmo, no Brasil; no bom português, digamos que “a porrada rolou solta em terras brasileiras”. Tantas insurreições, movimentos pró-independência fizeram ribombar os canhões e sibilar as baionetas! A independência finalmente chega para o Brasil. Infelizmente, em forma de acordo político, até porque D. Pedro só rompeu com Portugal para assumir monarquicamente o poder no Brasil. De fato, o processo de independência do Brasil é ilegítimo se o compararmos com o que aconteceu na história dos norte-americanos. Mitos de nacionalidade foram construídos com o advento do Romantismo – estilo de época caracterizado pela visão deveras apaixonada acerca das coisas e, sobretudo, pelo ufanismo. Três grandes mitos de nacionalidade merecem destaque em nossa literatura: o mito do bom selvagem, verificado na obra “O Guarani” de José de Alencar; o mito da cordialidade, verificado na obra “Iracema” de José de Alencar e o mito edênico, verificado, também, na obra do autor. Ora, qual é o porquê desses “mitos”? Simples! Entendamos que todo grupo que ascende ao poder precisa criar um universo particular para a manutenção do pensamento coletivo. No caso, o grupo em questão é a burguesia que, por ocasião da Revolução Francesa, conquistou o poder político. Logo, era necessário um agenciamento propagandista. O Romantismo caiu como uma luva! Os séculos passam e a literatura na América vai, é claro, acompanhando as tendências. Se até o final do século 19 era moda exaltar a nacionalidade, criticar os vícios, o individualismo e, através do experimentalismo, mergulhar na essência da natureza humana, será apenas no século 20 que o processo literário americano alcança o seu apogeu. Nos Estados Unidos, a grande depressão por conta da Crise de 29 propicia uma literatura cada vez mais caracterizada pelo pessimismo em relação ao porvir. Em contrapartida, grupos mais revolucionários procuram manter acesa a chama do ideal norte-americano de que a América é predestinada por Deus para a promoção mundial da democracia. Na América latina, porém, por conta da miséria cada vez mais emergente, a literatura se transforma num poderoso veículo de denúncia político-social. No Brasil, em 1922, temos a Semana de Arte Moderna que é o episódio maior de todo o nosso processo literário, onde abandonamos definitivamente o comportamento de colônia frente à metrópole européia e abraçamos a nossa grandeza cultural, onde temas diversos se encontram presentes. Tal momento é conhecido como “Momento de reflexão”. Não sabemos quais são os desafios da “pós-modernidade literária”, mas é bem verdade que, se o homem é o reflexo do pensamento, ele se converte naquilo que pensa. As tensões mundiais, as incertezas quanto ao amanhã continuam rondando o pensamento literário. “O mal do século” está mais vivo do que nunca! Esta afirmação nos remete a Lorde Van Byron que, embora sendo um homem do passado, ainda tem o seu pensamento incrustado na alma literária do século 21. Pode até parecer um comportamento retrógrado por parte da literatura na América, porém a angústia é uma realidade mundial. Então, seria um enorme despautério afirmar que toda a humanidade está desarticulada em sua marcha histórica, enviesada entre o passado e o presente. Todavia, qual pode ser a expectativa das pessoas em relação ao futuro, quando uma onda de escândalos mundiais vem acontecendo em uma escala tão grande? E a guerra Oriente X Ocidente, onde o terrorismo parece querer devastar a cultura judaico-cristã como que num revanchismo sufocado no peito desde a época das Cruzadas? E não nos esqueçamos das catástrofes naturais! De fato, fica cada vez mais difícil a Literatura na América ser conivente com o ideal utópico neoclassicista, onde a ignorância era doce e embalava em berço esplêndido um sonho lindo! Ah, como eu queria rever os seios de Helena, pedalar com as meninas de Vinícius de Moraes e afagar os cabelos de Iracema – mais negros que a asa da graúna. Como eu queria tomar a mão de Hemingway e com ele sonhar um sonho lindo, onde o horizonte do campo e da cidade estivessem cada vez mais unidos pelo verso da laranjeira de Garcia Marques. Quantas Passárgadas serão necessárias, a fim de que eu reencontre aquela criança perdida e, com ela, reaprenda a beleza de sonhar e, na guerra dos meninos, possa eu, guerreiro – homem que sou, cantar a beleza de ser um eterno aprendiz? |
Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| A LEI DA SOBREVIVÊNCIA NO MAGISTÉRIO. Por: Prof. Alex Swander, Ms.L.,F.R.C. (Prof. Efetivo do quadro permanente de servidores do Poder Executivo da Prefeitura do Rio de Janeiro,Premiado pela Academia Brasileira de Letras por três vezes)
A LEI DA SOBREVIVÊNCIA NO MAGISTÉRIO. Professor Alex Swander, Ms.L., F.R.C. Sou Professor Efetivo do quadro permanente de servidores do Poder Executivo da Prefeitura do Rio de Janeiro. Criador e ex-coordenador do Programa de Pós-Graduação lato sensu em Linguística Aplicada ao Ensino da Universidade Salgado de Oliveira, Professor premiado pela Academia Brasileira de Letras por três vezes, tradutor, revisor, consultor linguístico, Ex-professor substituto da UERJ- Universidade do Estado do Rio de Janeiro, membro do CiFEFiL - Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Lingüísticos, avaliador institucional cadastrado no INEP-MEC, autor de vários textos acadêmicos e literários, expositor e conferencista, autor do CD-ROM "Metodologia Científica-teoria e prática, modelos de trabalhos" com registro no Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional. Professor com ampla experiência acadêmica e em cursos preparatórios para concursos públicos, tendo sido aprovado em vários concursos no passado. Como é possível de ser constatado, tenho um currículo bastante razoável. Entretanto, nenhum dos meus títulos, nenhuma das universidades e nenhum dos inúmeros congressos dos quais participei ensinou-me o que eu mais preciso: A LEI DA SOBREVIVÊNCIA NO MAGISTÉRIO. “É lamentável que tantos jornais de prestígio não percam a chance de “fuzilarem o professor”, quando este toma uma medida disciplinar em relação ao aluno que é, perdão pela expressão forte, "PERIGO REAL E IMEDIATO”. Os "FAZEDORES DAS LEIS EDUCACIONAIS" deveriam sair de seus escritórios e passarem, no mínimo, uns três anos em sala de aula e, diga-se de passagem, EM ÁREAS DE RISCO. Tal procedimento seria a essência de algo bom, todavia a realidade é outra, pois "OS FAZEDORES DAS LEIS EDUCACIONAIS" acabam outorgando o calhamaço de barbaridades que enclausuram o professor e torna o aluno uma vítima. Não quero com isso, ser apologético da opinião de que “o tempo da palmatória” deva retornar; de forma alguma! Ora, violência só gera violência. Por outro lado, eu pergunto: qual é a semântica que justifica a pseudopedagogia de que a caneta vermelha traumatiza o aluno? O que dizer acerca dos milhares de professores que silenciam suas vozes em meio ao medo das represálias, haja vista que muitas direções escolares não permitem que o exercício da verdade vá adiante? Só como exemplo, citarei dois casos que, obviamente, por razões éticas, não revelarei o nome das pessoas envolvidas: neste ano, uma professora Só não foi fisicamente agredida por um aluno porque ele, ao ver que a professora não estava sozinha naquele momento, hesitou. Outro caso: no ano passado, um professor teve os pneus do seu carro RASGADOS. Se fosse comigo, eu certamente, procuraria as autoridades competentes. O professor, entretanto, não o fez. Acaso não seria o medo dele quanto às retaliações? Não sei, mas infiro que possa ter sido isso. Sei que pode parecer um “clichê”, mas é verdade que “se a saúde do professor não está bem, a educação está mal.”. Isso me preocupa terrivelmente, pois se “a educação é a carta de cidadania de um povo”, o que nós estamos formando? Um povo? Lógico que não. Aqueles que são detentores do poder e que PODEM REVER AS LEIS DA EDUCAÇÃO precisam tomar ciência de que o POVO NÃO É MASSA DE MANOBRA! DO CONTRÁRIO, ESTAREMOS VOLTANDO NO TEMPO E, DORAVANTE, NOS TORNADO RETRÓGRADOS. Eu não tenho filhos, mas confesso que, se eu tivesse, O MEU MEDO SERIA ENORME, pois não sei até que ponto como pai eu poderia ensinar a eles que A FIGURA DO PROFESSOR DEVE SER RESPEITADA E QUE ELE FAZ PARTE DE UMA CLASSE ESMAGADA, MAS QUE NUNCA DEIXOU DE SONHAR COM UM PAÍS MELHOR. Como eu poderia ensinar isso, exatamente quando eu constato a derrocada do processo educacional nesse país? O professor não é um filantropo, mas, com certeza, renuncia muito de si mesmo em prol dos seus alunos. E qual é o pagamento por seus esforços? O poder dá as costas a ele. Pessoalmente, sou depositário do que escreverei agora: UMA PESSOA PODE TER A PERNA AMPUTADA, A MÃO AMPUTADA OU O BRAÇO AMPUTADO; POR MAIS QUE ESSA PESSOA PERCA PARTE DE SUA HUMANIDADE, ELA PODERÁ USAR UMA PRÓTESE. AGORA, EU PERGUNTO: E QUANDO O PROFESSOR É AMPUTADO EM SEUS IDEAIS; EM SEU ESPÍRITO? SERÁ QUE EXISTEM PRÓTESES PARA ISSO? CREIO QUE NÃO..... |
Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| A LINGÜÍSTICA FUNCIONAL COMO SUPORTE DE RELEITURA E DESBRAVAMENTO DO TEXTO (Prof. Alex Swander)
A LINGÜÍSTICA FUNCIONAL COMO SUPORTE DE RELEITURA E DESBRAVAMENTO DO TEXTO Por: Professor Alex Swander (Premiado pela ABL – Academia Brasileira de Letras (2000 / 2001 e 2007), Professor universitário, Servidor Público, Pesquisador, Revisor de textos, autor de “Aulas de Latim” e do CD – Metodologia Científica – teoria e prática, Modelos de Trabalhos, Professor substituto da UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Coordenador e Criador dos Programas de Pós-Graduação lato sensu em Lingüística aplicada ao Ensino – UNIVERSO e de Literatura & Linguagem – UNIVERSO, Membro do CiFEFiL – Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Lingüísticos) A lingüística funcional norte-americana é uma escola teórica, que se volta para a descrição da língua em uso, isto é, a língua não como uma entidade arbitrária, conforme postulou Saussure, mas como um contínuo de sentidos em construção, cuja codificação se dá motivada por necessidades de natureza discursivo-pragmática, ou seja, por intenções comunicativas. Assim sendo, é o falante que moldará a língua mediante suas necessidades de uso. Logo, noções radicais e retrógradas, como por exemplo acreditar na arbitrariedade do signo lingüístico e no conceito de língua calcado no abstrato. Desta forma, cumpre-nos o entendimento das construções de uma língua de maneira a obedecerem uma espécie de isomorfismo entre função e forma; para cada função há uma forma correspondente. As palavras, portanto, nascem motivadas iconicamente, pois são concebidas de maneira a obedecerem um processo funcional em que o falante expressa seus desígnios através de expressões lingüísticas, que codificam sutilmente suas intenções. Desta feita, os códigos lingüísticos estando determinados por uma designação decorrente do próprio uso, nascem isomorficamente motivados entre função e forma. A arbitrariedade, quando acontece, é fruto do próprio uso, de maneira que o desgaste semântico e o desbotamento fonológico, acabam propiciando um processo de abstratização lingüística, que tornará as palavras arbitrárias e, numa culminância, operadores argumentativos, isto é, marcadores do discurso, conforme aconteceu com vossa mercê, que em sua diacronia, remonta de dois itens lexicais - vosce e merce, que se gramaticalizaram como pronome de tratamento, tendo depois evoluindo para vosmecê, coexistindo com a forma coloquial vossuncê até chegar ao você e hoje, a duas formas: uma ainda mais coloquial - cê - como pronome de tratamento e a forma de marcador discursivo já absolutamente esvaziada de sua carga semântica prototípica - você - . O presente trabalho focaliza a atenção para as chamadas criptografias, que são mensagens cifradas, que se encontram disseminadas nos mais diversos textos. Tais mensagens circunscrevem-se de maneira tão estratégica, que muitas vezes é quase impossível depreendê-las, pois ainda que estejam em um texto comum, elas são direcionadas para uma pessoa específica ou para um grupo determinado. Assim sendo, há todo um processo de “mascaramento”, para que elas não sejam captadas e decodificadas por outra quem não faça parte do público alvo. Convém ressaltar que muitos poetas “escondem” informações cruciais em seus textos por meio de criptografias. A própria bíblia sagrada, muito longe de ser um texto literário devido ao seu caráter sacralizado e histórico, também apresenta informações em códigos. Entendamos que as escrituras sagradas remontam de pergaminhos antigos e que os autores muitas vezes sofriam muitas perseguições. Assim sendo, inúmeras verdades sagradas foram sabiamente preservadas em códigos secretos. O livro de Apocalipse é um bom exemplo do que estamos falando. É sabido que sérios matemáticos muito renomados por seus estudos evidenciaram profecias bíblicas “insinuadas” em criptogramas matemáticos. O próprio atentado terrorista de 11 de setembro nos Estados Unidos encontra-se referenciado em códigos criptográficos na Bíblia sagrada. Tais códigos são muito complexos; é preciso fazer o levantamento de todo tipo de inferências: cores, tamanhos de letras, tabelas, iluminuras, monogramas editoriais, iniciais de palavras ou até sílabas marcadas, que uma vez alinhadas semanticamente, conectam mensagens criptográficas. É importante mencionarmos que foi em épocas difíceis que as criptografias tornaram-se um recurso comunicativo ainda mais utilizado, até porque a grande arma da guerra sempre foi e sempre será a comunicação, haja visto que o homem é um ser social e a língua é o principal produto e veículo de sua cultura. Passemos neste instante para alguns exemplos de mensagens criptográficas encontrados em textos:Cartas de amor Saga Ridículas são todas as cartas de amor. Não, todas as cartas é que São ridículas. As cartas são escritas a ferro e fogo. Cartas de amor são só cartas De amor, que só falam de amor... e... eu já nem sei quantas foram as cartas de Amor Que eu já escrevi, pois é o amor um sentimento estranho, que torna os homens reféns. Nunca mais escreverei cartas de amor, mas foi hoje mesmo, que Recebi uma carta De Você... Confissão Saga Nunca te amei! Jamais vou dizer: Eu te amo, meu amor! Chega de viver assim! Eu estou sofrendo! Prefiro ser livre! Jamais ouvirá dizer: Eu te amo, meu amor! O ovo Acolhe da fêmea canora este novo urdume que, animosa tirando-o de sob as asas maternas, o ruidoso e mandou que, de metro de um só pé, crescesse em número e seguiu de pronto, desde cima, o declive dos pés erradios tão rápido, nisso, quanto a pernas velozes dos filhotes de gamo e faz vencer, impetuosos, as colinas no rastro da sua nutriz querida. até que, de dentro do seu covil, uma fera cruel, ao eco do balido, pule mãe, e lhes saia célere no encalço pelos montes boscosos recobertos de neve. Assim também o renomado deus instiga os pés rápidos da canção a ritmos complexos. do chão de pedra pronta a pegar alguma das crias descuidosas da mosqueada balindo por montes de rico pasto e grutas de ninfas de fino tornozelo que imortal desejo impele, precípites, para a ansiada teta da mãe para bater, atrás deles, a vária e concorde ária das Piérides até o auge de dez pés, respeitando a boa ordem dos ritmos, arauto dos deuses, Hermes, jogou-o à tribo dos mortais e pura, ela compôs na dor estrídula do parto. do rouxinol dórico benévolo. Glossário: canora= que canta harmoniosamente. urdume= trama. animosa= corajosa. declive= inclinação do terreno, descida. erradios= desnorteados. gamo= mamífero semelhante ao veado. nutriz= aquela que alimenta. célere= veloz. mosqueada= manchada. ninfa= divindade dos rios, ser mitológico que se constitui em mulher formosa e nova. precípites= velozes. ária= melodia. Piérides= ninfas sagradas especiais. estrídula= chiante. dórico= relativo ao estilo arquitetônico dórios. boscoso= recoberto por florestas |
Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| A PALAVRA NA ERA DA IMAGEM (Prof. Alex Swander) | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| A palavra na era da imagem(PROF. ALEX SWANDER)
A PALAVRA NA ERA DA IMAGEM O professor, no princípio, era o verbo: O caminho, a verdade e a vida. Depois, Humilhando-se, Tornou-se o Cristo: E O VERBO tomou corpo, tornou-se passivo etc., etc., etc.. (José Pereira da Silva) O homem é um ser social. Daí, a necessidade dele se comunicar e assim ele tem procedido desde os primórdios da humanidade. A princípio, a partir de rústicos pictogramas impressos nas cavernas, onde ele “documentava” acontecimentos comuns do dia a dia. Depois, passou a formas mais engendradas: os ideogramas – sistema de escrita não alfabetária, onde o homem exprimia seus próprios sentimentos. Séculos se passam e tem-se a conquista da palavra. O homem passa da condição de objeto para sujeito de todo um processo. Hoje, contudo, no advento da cultura da imagem, a palavra perdeu muito de seu fascínio. Se, na escola, o professor sugere um livro à turma, vem sempre a fatídica pergunta: “professor, esse livro é muito grande?”. Pode parecer irônico, mas até mesmo eu que vivo da produção de conhecimento, quando moleque, fazia a mesma pergunta. Paradoxos à parte, a verdade é que o advento da propaganda capitalista por intermédio do cinema é, em parte, culpada disso. Ora, Os Estados Unidos através de sua poderosa indústria cinematográfica “exporta”sua ideologia pelo mundo afora. O fascínio do cinema é algo notório; a Sétima arte tem o poder de nos embalar em um mundo de sonhos. Quem nunca se imaginou como o Super-homem voando pelo céu? Quem nunca se viu na pele de um gladiador, desafiando o imperador de Roma em nome da honra? Quem, ao menos por um momento, não suspirou ao ver os grandes galãs e musas do cinema vivendo tórridas cenas de amor? Quem nunca viveu tais emoções que atire a primeira pedra! Sabemos de tudo isso, mas não podemos cruzar os braços diante dos fatos. Os jornais, por exemplo, são tão pouco lidos pelas famílias. É bem verdade que muitas delas só compram jornal no Domingo; são leitores de fim de semana! O pai retira a sessão de esportes que é logo disputada a tapas com o filho mais velho, a filha, por sua vez, digladia-se com a mãe pelo caderno de TV. Sei que tal exemplo parece machista, mas em uma grande maioria de lares é assim que as coisas são. Doravante, restam os telejornais. Ah, um pouco de cultura útil na televisão! Afinal de contas, não podemos negar o seu papel utilitário na comunicação! A realidade, porém, é desoladora! Há uma quantidade absurda de subprodutos pseudoculturais: de um lado, apresentadores pretensiosos; de outro, o jornalismo sensacionalista, que “vomita” uma verdadeira apoteose de horrores no estilo “trash”. E os programa de auditório? São tragicômicos! Um apresentador que estufa o peito com júbilo e regozijo, angariando audiência através da dor alheia. Além disso, temos ainda uma verdadeira enxurrada de programas evangélicos, onde pessoas aparentemente “possuídas por demônios” são trazidas ao palco e dão até entrevista! Tem coisa mais surrealista que isso? E pensar que no passado a palavra era celebrada em sua plenitude nos saraus e festas! Não quero parecer elitista, legitimando os clássicos como modelos de excelência, mas é impossível comparar uma cantiga de amor da Idade Média com algo do tipo: “vem aqui, que agora eu tô mandando! Vem meu cachorrinho, sua dona tá chamando” (Kelly Key). Se Cecília Meireles estivesse ainda entre nós, ela certamente ainda diria: “ai palavras! Que estranha potência a vossa!”. Eu, em minha pequenice, atrevo-me a escrever: chegará o dia em que as palavras, como as conhecemos, não serão mais necessárias, pois estaremos nos comunicando semiótica e telegraficamente e, através da lei do menor esforço como já o fazemos, cunharemos formas lingüísticas ainda mais abreviadas e a imagem não-verbal passará a ser a única forma de comunicação de massas. Os culpados disso, se é que posso apontar, são o imediatismo das nossas necessidades e as atitudes de um “esquerdismo lingüístico de meia pataca”, onde ilustres estudiosos, no afã de entronizar a necessidade de sermos usuários e não reféns da gramática, afirmam coisas do tipo: pra quê ensinar gramática? Pra quê fazer o nosso aluno ler Machado de Assis? A verdade é que, no advento da cultura da imagem, as pessoas estão mais preocupadas com a novela das oito do que com qualquer outra coisa! O processo de alienação e a catatonia política são duas doenças contra as quais ainda não há vacina. De um modo ou de outro, as pessoas preferem ser uma “Carla Perez” ou um “Netinho” a se mirarem nos exemplos daqueles que ainda perpetuam o legado da importância das palavras nos tempos inglórios do presente. Alex Swander |
Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| A vida da palavra (PROF. ALEX SWANDER) | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| A VIDA DA PALAVRA (PROF. ALEX SWANDER) (2) | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| ACERCA DO FUNCIONALISMO (Prof. Alex Swander)
ACERCA DO FUNCIONALISMO Alex Swander O nosso trabalho se fundamenta teoricamente no Funcionalismo lingüístico norte-americano e, assim sendo, discorreremos sobre os principais pressupostos da teoria funcionalista, buscando melhor situar a propriedade da Transitividade dentro do modelo teórico adotado. De acordo com o funcionalismo lingüístico, a língua não pode ser descrita como um fenômeno autônomo, uma vez que não se pode compreender a gramática sem que se considere a atuação de parâmetros relacionados à cognição e a necessidades discursivas dos usuários da língua. Rastreando o passado da corrente teórica aqui adotada, observamos a existência de uma relação histórica entre o Funcionalismo e a Teoria da Variação. Abraçado (2003, p.23 apud VOTRE, 1992, p.9) apresenta uma citação que serve de ancoragem para o que acabamos de escrever: Foi no seio da própria lingüística laboviana, num texto hoje clássico do funcionalismo lingüístico, que Gillian Sankoff formulou a primeira hipótese forte da nova tendência analítica, afirmando que a sintaxe provém do discurso, e fornecendo evidência com dados do processo de relativização em Tok Psin. O modelo funcionalista, portanto, pautado no discurso, estuda a língua em uso, ou seja, a língua como um sistema não-fechado e não-acabado; como um continuum de sentidos, cuja codificação se dá motivada por intenções comunicativas. PLANOS A propriedade planos emerge da Gestalt e se fundamenta entre aquilo que é mais saliente (figura) e aquilo que é acessório, isto é, periférico e complementar (fundo). Convém destacarmos que figura e fundo são dois planos relacionados funcionalmente, posto que há uma dependência entre o plano de relevo, compreendido pela figura e o plano de moldura, entendido como sendo o fundo. Em primeiro plano ( figura), encontramos eventos mais dinâmicos, de ações punctuais e de aspecto télico. Em segundo plano (fundo), presentificam-se situações estáticas e meramente descritivas, ilustradas por verbos de aspecto não télico e não punctuais. Vejamos, como exemplo, um fragmento de Silveira (1991), apresentado por Furtado da Cunha et alli (no prelo, 2001, p.13-14): (13) Aí ... ela acordou ... ela tava dormindo ... aí ela levantou ... penteou o cabelo ... aí fo/foi lá onde a filha dela ... aí ela acordou a filha dela ... aí vestiu ela ... pôs a mesa para o café ... elas tomaram café ... Figura Fundo Aí ... ela acordou... ela tava dormindo
aí ela levantou...
penteou o cabelo...
aí fo/foi lá
onde tava a filha dela
aí ela acordou a filha dela... aí vestiu ela... pôs a mesa para o café... elas tomaram café... Na coluna referente à figura, encontramos eventos que se desenrolam no eixo da seqüencialidade, ao passo que na coluna referente ao plano de fundo, temos o eixo da simultaneidade. Em outras palavras, na primeira coluna encontramos uma seqüência de ações, enquanto na segunda circunscreve-se o aspecto situacional. Hopper (1979) associa a oposição figura e fundo à propriedade Transitividade. Assim, temos as situações estáticas, que servem como moldura ou fundo, marcadas por baixa transitividade na seqüência e, em primeiro plano, temos a figura, ou seja, o plano de eventos progressivos marcados por um potencial de maior transitividade. TRANSITIVIDADE Hopper e Thompson (1980) associam a transitividade a uma função discursivo-comunicativa. O maior ou o menor potencial de transitividade se verifica, segundo eles, na maneira como o discurso é estruturado. Ainda de acordo com os autores, universalmente, as sentenças mais transitivas são aquelas em que um agente animado, intencionalmente causa uma mudança física e perceptível de estado ou locação em um objeto individuado. Segundo Hopper & Thompson (1980), a Transitividade é uma propriedade discursiva, presentificada no continuum de sentidos sustentados por dez traços sintático-semânticos. Ei-los: Quadro 1: Transitividade; traços sintático-semânticos TRAÇOS ALTA TRANSITIVIDADE BAIXA TRANSITIVIDADE 1- Nº de participantes Dois ou mais Um 2- Cinese Ação Não-ação 3- Aspecto Télico Não-télico 4- Punctualidade Punctual Não-punctual 5- Volição Volitivo Não-volitivo 6- Polaridade Afirmativa Negativa 7- Modo Realis Irrealis 8- Agentividade Potência forte Potência fraca 9- Afetamento do objeto Total Nulo 10- Individuação do objeto Absoluta Nula Em relação ao traços apresentados no Quadro 1, podemos tecer os seguintes comentários: 1- Número de participantes: diz respeito à possibilidade de transferência de ação; havendo pelo menos 2 participantes, a transferência é possível, o que não ocorre quando há apenas um participante. Exemplos: Eu comi a maçã X Eu comi muito. 2- Cinese: diz respeito ao verbo expressar ou não uma ação. Exemplo: Eu empurrei o carro X Eu vi o carro. 3- Aspecto: Diz respeito à completude da ação transferida, podendo ser perfectiva (acabada) ou imperfectiva (não-acabada; em processo). Exemplo: Eu bebi todo o leite X Eu estou bebendo o leite. 4- Punctualidade: diz respeito à duração de uma ação. Quanto menor for a distância entre a ação e o efeito dela, maior será o grau de pontualidade (Exemplo: Eu quebrei o copo). Quanto maior for a distância entre a ação e o efeito dela, menor será o grau de pontualidade (Exemplo: Eu carreguei a mala). 5- Volição: diz respeito à intencionalidade. Exemplo: Eu a procurei em todos os lugares X Eu não percebi sua ausência. 6- Polaridade: diz respeito à oposição que há entre sentenças afirmativas e sentenças negativas. Exemplo: Eu como alface X Eu não como alface. 7- Modo: diz respeito aos planos real e irreal: um evento descrito no plano irreal é menos efetivo do que um evento que se desenrola no plano real. Exemplo: Eu comprarei o carro amanhã mesmo X Ah, se eu pudesse comprar aquele carro! 8- Agentividade: diz respeito ao potencial de agentividade de um participante (sujeito) na transferência de uma ação para outro participante (objeto). Assim, um participante com alto potencial de agentividade pode transferir uma ação de tal maneira que um participante com menor potencial de agentividade não pode. Exemplo: O guarda me ensinou o caminho X As estrelas me ensinaram o caminho. 9- Afetamento do objeto: diz respeito ao grau de afetamento do paciente e está relacionado à individuação do objeto. Exemplo: Eu bebi toda a água do copo X Eu bebi um pouco de água. 10- Individuação: uma ação pode ser transferida mais efetivamente para um paciente individuado do que para um não-individuado, estando, portanto, relacionado ao traço afetamento do objeto. Exemplo: Eu bebi a água do copo X Eu bebi água. McCleary (1982) desloca transitividade do domínio discursivo para o domínio cognitivo, associando-a a traços da situação percebida como evento causal prototípico (p.69-70). Sob essa perspectiva, a transitividade assume uma função cognitiva associada à forma de percepção de um evento e, em segundo plano, vê-se refletida na organização do discurso através de traços sintático-semânticos que se manifestam na codificação do evento percebido.Slobin (1982), que endossa a abordagem de McCleary (1982), ao afirmar que os eventos mais perceptivos correspondem a ações mais transitivas. Em sua pesquisa, Slobin evidenciou empiricamente a realidade perceptual das ações mais transitivas. |
Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| Acerca do texto “Mecanismos funcionais do uso da língua” - Sebastião Votre & Anthony Naro - (Resenha feita por Alex Swander)
Acerca do texto “Mecanismos funcionais do uso da língua” Sebastião Votre & Anthony Naro (Alex Swander) O modelo funcionalista estuda a língua em uso, ou seja, a língua como um sistema não-fechado e adaptativo; como um continuum de sentidos em construção. A tradição formalista contempla a língua como um sistema fechado e acabado. É como imaginar um prédio com vários andares e salas, sem se levar em conta a aplicabilidade para o uso das salas. Uma informação que merece meticulosa atenção, é que Naro e Votre, ao publicarem o artigo “Mecanismos funcionais do uso da língua” (1989), deixam evidências bem concretas de que romperam com o modelo formalista. Assim, com os ânimos inflamados, acabam tecendo críticas bem severas à tradição. De certa forma, ainda que não seja de nosso intuito promover apologia ou críticas, os autores estão certos e coerentes ao afirmarem que parte das críticas se devem aos exemplos “obtusos” que os formalistas apresentam, e que muito se distanciam da realidade do uso da língua (1989, p.172-173). Votre e Naro (p.169) propõem uma análise no discurso e não do discurso. Os autores estão preocupados em retirar do discurso os elementos importantes para a análise a que se propuseram. Levam em consideração o seu caráter maleável e não-determinístico. Assim, o conceito de estrutura só pode ser explicado, considerando-se com especial cuidado, a comunicação (Votre e Naro, 1989, p.170 apud Givón, 1970 e 1984). Os autores criticam as generalizações do modelo formal e dizem que, mesmo verdadeiras, são meros fatos abarcados como esquemas. Para explicá-los, são necessários aspectos não-lingüísticos, ou seja, o quê é transmitido pelas pessoas e como as exigências da comunicação são atendidas. Para Naro e Votre, a estrutura é derivada, de forma que imaginar o conceito estrutura no abstrato, sem se levar em conta a própria comunicação, acaba sendo uma grande ilusão que o próprio lingüista cria. A existência de estruturas não é negada, mas é preciso atender as motivações pertinentes, que podem ser diacrônicas em alguns casos. Naro e Votre são adeptos de uma posição moderada, diferentemente de outros autores, que não consideram uma existência independente para a estrutura, conforme os próprios autores afirmam e citam como exemplo de tal postura, (Garcia, 1979). Para os estudiosos, a abordagem abstrata não considera as motivações funcionais da língua. O método utilizado pelos autores é o indutivo, até porque é o papel da comunicação que permite construir a generalização. Naro e Votre (p.172), falam que o fracasso da gramática gerativa levou muitos lingüistas a trabalharem a língua, segundo uma orientação funcionalista. Os formalistas, mesmo diante da impossibilidade de seu modelo teórico contemplar dados reais, ainda insistem a “produzir” dados e “teorias”. Porém, conforme Naro e Votre afirmam (p.172), é possível perceber o estranhamento de dados que soam obtusos, quase impossíveis de acontecer em qualquer contexto real. Os autores ilustram sua crítica, apresentando frases presentes em Chowmsky (1986): (1) What did you wonder to whom to give? (Chowmsky, ex. 77) “O que você pensou a quem dar?” (2) Who did they wonder whether to consider intelligent? “Quem eles pensaram se considerariam inteligentes?” Naro e Votre, ainda apresentam os seguintes exemplos de Lemle (1986):(3) Com um lado excessivamente cheio de quadros e outro lado insuficientemente, este quarto parece incompleto. (Lemle, 243) (4) Parece querer ser importante vestir-se chique demais. (Lemle, 300a) Naro e Votre (p.172), escrevem: Será que uma teoria baseada em dados tão marginais à língua real, e tão problemáticos quanto à sua autenticidade, pode nos trazer alguma contribuição significativa? Os autores, ainda problematizam: Quantas vezes algum falante real se achou numa situação em que tivesse de pronunciar a frase ‘Max se lembra um gorila?’ ou ‘Os dentes de Max foram escovados por si mesmo’? Entretanto, é em tais frases que repousam as ‘restrições’ da gramática abstrata (Naro e Votre, 1989, p.172-173). Os autores, mais à frente, falam acerca das estruturas aparentemente arbitrárias, segundo o critério formal, todavia que podem ser entendidas como ‘motivadas’ discursivamente, de forma que há uma relação entre função e forma. Na evolução das línguas Pindgins (línguas emergenciais criadas para a emergente necessidade da comunicação) para as línguas Crioulos (línguas outrora emergenciais, mas que transmitidas de uma geração para outra, tornam-se maternas), é possível que, funcionalmente, tenha sido observada uma evolução mais rápida que o normal, até porque sendo uma língua emergencial, o Pindgin apresenta um ‘leque de usos’. Por conseguinte, as pressões diacrônicas decorrentes da própria comunicação exigiram uma evolução no uso. Naro e Votre, mais à frente, falam acerca da ordem VS em português. Desta feita, os autores utilizaram 64 informantes do município do Rio de Janeiro. Eles descobriram que a ordem VS (verbo-sujeito) se encontra ‘condicionada’ por razões de natureza comunicativa (p.177). Em outras palavras, em tais construções o S é não agentivo e não individuado e ocupa a posição prototípica de objeto. Ex.: Caiu o Império Romano. Portanto, em construções mono-argumentais, o sujeito acaba sendo confundido com o objeto. Os autores afirmam que a ordem VS é vista em situações de segundo plano; o S não é alvo do fluxo de informações, o que implicará em um conflito entre VS e verbos transitivos, até porque o sujeito se encontra, conforme já mencionado, na posição prototípica de objeto. Naro e Votre citam Nascimento (1981), por postular que o S pós-verbal da construção VS está na posição de objeto direto, provocando uma incompatibilidade entre S e qualquer objeto direto. Para o modelo gerativista, o SN sujeito deslocado para a posição de SN objeto, deixa vazia a posição de sujeito e a de objeto preenchida pelo sujeito. Naro e Votre afirmam que a explicação gerativista é incorreta, por ela postular que há incompatibilidade entre verbos transitivos e VS. Nos dados dos autores, há orações transitivas em que a VS é verificada. Os autores apresentam os seguintes exemplos (p.178): Às vezes é calmo, às vezes é... Agita à beça esses homem maluco aí. Fica andando, assim, de revólver. Aí agita o morro todo. (*) (*) Grifo nosso. Quanto ao exemplo acima, observa-se que na segunda ocorrência de agitar acha-se um objeto direto claramente (o morro todo). De acordo com o modelo funcionalista, a ordem verificada é VS, até porque o SN morro não apresenta propriedades agentivas de sujeito. Os autores acrescentam (p.178), apresentam os seguintes exemplos para ilustrar a ordem VS:Nem sempre ganha o favorito. (*) O dia que aumenta o custo de vida, aumenta tudo. (*) (*) Grifos nossos. Os autores apresentam, ainda, dois outros exemplos muito interessantes, em que a ordem VS ocorre com verbos transitivos, que exibem objetos diretos explícitos (p.178): Se você chegar em Pernambuco, ele não fala a mesma coisa que fala o baiano. (*) A nossa barraca, por exemplo, este ano faturou uma faixa de mil cruzeiros... Eu errei. Cem mil cruzeiros faturou a nossa barra, certo? (*) (*) Grifos nossos. Os autores querem mostrar que a ordem VS com verbos transitivos ocorre com muita raridade, até porque tal ordem é percebida em orações em que o potencial de agentividade do sujeito é mínimo. Em suma, a ordem VS é resultado da própria forma de como o falante articula o seu discurso, de forma que ao interpretar eventos percebidos no mundo exterior, ele organizará sua codificação lingüística de acordo com o grau de saliência do que for observado. Hopper e Thompsom (1980), afirmam que os eventos mais perceptíveis assumem primeiro lugar na cadeia lingüística. Naro e Votre (P. 180-183) apresentam alguns parâmetros funcionais pertinentes à análise que se propuseram. Ei-los: A oposição figura e fundo, que emerge da Gestalt e se distingue entre aquilo que é mais saliente, portanto mais perceptível pelo espectador ao codificar o que vê, e aquilo que é acessório, isto é, periférico e complementar. Hopper (1979), conforme Naro e Votre citam (1989, p. 180), comprovou a relação entre figura e transitividade funcional, ou melhor, em orações em que o grau de transitividade é maior, o traço de figuricidade se presentifica. A noção de cadeia tópica, segundo Naro e Votre (id ibdem), decorre da noção de tópico como pólo da informação transmitida num texto multiproporcional. Os autores ainda acrescentam que, em vista das regularidades e pressões de uso, cada referente detém um grau referente de topicidade. Desta forma, os elementos mais tópicos tendem a ocorrerem em orações de figura e os elementos não-típicos, em orações de fundo. A transitividade é comentada por Naro e Votre (p.181), que partem da orientação de Hopper & Thompson (1980) - autores que consideram a transitividade como uma propriedade discursiva, presentificada no continuum de sentidos sustentados por dez traços sintático-semânticos.Eis os traços: Quadro 1: Transitividade; traços sintático-semânticos TRAÇOS ALTA TRANSITIVIDADE BAIXA TRANSITIVIDADE 1- Número de participantes Dois ou mais Um 2- Cinese Ação Não-ação 3- Aspecto Télico Não-télico 4- Punctualidade Punctual Não-punctual 5- Volição Volitivo Não-volitivo 6- Polaridade Afirmativa Negativa 7- Modo Realis Irrealis 8- Agentividade Potência forte Potência fraca 9- Afetamento do objeto Total Nulo 10- Individuação do objeto Absoluta Nula A partir da orientação acima, é mais transitiva a oração em que um sujeito humano intencionalmente, promove uma mudança de estado físico em objeto individuado. O fluxo de informação, segundo Naro e Votre, é um dos fatores substantivos mais discutidos na comparação translingüística, e diz respeito à entrada, manutenção, queda e retorno de um referente no fluxo do discurso. Tal parâmetro é crucial na pesquisa acerca da ergatividade e da ordem vocabular. Este parâmetro - dizem os autores- continua sofrendo reformulações e subdivisões à medida que avança a investigação. Os autores sugerem que a ordem VS em português deve ser bem estudada, e citando Almeida (2000, p.14), há indícios de que o português caminha para a condição de língua não-ergativa, isto é, de ordem não-marcada. A autora em sua pesquisa, verificou que a VS ocorre inclusive na ordenação da fala infantil, conforme ela própria postulou a partir da sua pesquisa anterior (Almeida, 1998). |
Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| ACORDO OU DESACORDO ORTOGRÁFICO? por PROF. ALEX SWANDER(PREMIADO PELA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS,Prof. da Rede pública do Rio de Janeiro,Prof. Substituto da UERJ,Criador da PÓS-GRADUAÇÃO lato sensu EM LINGUISTICA APLICADA AO ENSINO DA UNIVERSO) | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| Anjo Caído (Prosa poética de Alex Swander)
ANJO CAÍDO Alex Swander Saudade – mandala do tempo e farrapo de eternidade (Alex Swander) Olho para o céu e vejo a dificuldade dos raios do sol chegarem até nós. Como Renato Russo cantou em seu tempo: “vejam só esta manhã tão cinza. A tempestade que chega é da cor dos seus olhos castanhos. Então me abraça forte e diz mais uma vez que estamos distantes de tudo...”. É difícil inferir sobre as metáforas de um poeta, mas entes de ser poeta, Renato foi um ser-humano; atormentado e gênio – ícone de uma época – ,mas que se desviou ao longo do doloroso caminho da vida. Não sou senhor do meu tempo, muito embora eu adoraria poder transformar meu suor sagrado em tinta cor de sangue e assim escrever o epitáfio que deverá estar em minha sepultura: “Aqui jaz um corpo cuja alma foi capaz de desafiar o poder dos deuses e por isso punido tal como o lendário Prometeu acorrentado aos rochedos do Cáucaso por toda a eternidade!”. Aqui, doravante, me encontro com minhas asas cortadas para que eu não volte a conhecer a liberdade. Fui condenado a viver nessa terra fria sem ao menos ter direito ao salvo-conduto da concórdia, incompreendido entre os homens, temidos pelos mais deformados de caráter, chorando pelas promessas não cumpridas e ilusões destroçadas, orando em vão para que eu possa voltar no tempo e trocar todos os dias de minha vida por uma única chance de ter feito minha existência valer a pena... |
Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| AS CRIPTOGRAFIAS E O FUNCIONALISMO (PROFESSOR ALEX SWANDER, Ms. L.) | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| DISCORRENDO BREVEMENTE ACERCA DA FILOSOFIA | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| ENCONTROS E DESENCONTROS DA EDUCAÇÃO | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| ENCONTROS E DESENCONTROS DA EDUCAÇÃO (TEXTO APRESENTADO NO CLUERJ-2008) | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| ENCONTROS E DESENCONTROS DA EDUCAÇÃO (TEXTO APRESENTADO NO CLUERJ-2008) | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| ENCONTROS E DESENCONTROS DA EDUCAÇÃO (TEXTO APRESENTADO NO CLUERJ-2008) (2) | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| ENCONTROS E DESENCONTROS DA EDUCAÇÃO (TEXTO APRESENTADO PELO PROFESSOR ALEX SWANDER NO CLUERJ-2008)
ENCONTROS E DESECONTROS DA EDUCAÇÃO Por Alex Swander PRIMEIRAS PALAVRAS Atuo como professor de Letras Clássicas e Vernáculas, Ciências da Linguagem & Ciências da Literatura, sou Mestre em Letras pela UFF-Universidade Federal Fluminense, Especialista em Língua Portuguesa pela UFF-Universidade Federal Fluminense. Encontro-me desenvolvendo um projeto de Doutoramento tendo como suporte teórico a Lingüística Funcional norte-americana. Envergo ainda a honra de ter sido premiado pela Academia Brasileira de Letras por três vezes e atuar como professor substituto da UERJ-Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Desde 1995, venho exercendo a função de consultor para pesquisa e desenvolvimento científico e revisor de trabalhos acadêmicos. Encontro-me, ainda, na condição de professor regente do Município do Rio de Janeiro, cedido pela 10ª Coordenadoria Regional de Educação para a 4ª CRE, lecionando na Escola Municipal Bernardo de Vasconcelos. Sou concursado pela Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro atuando como professor regente de Língua Portuguesa na Coordenadoria Metropolitana VII, lotado na Escola Estadual Bom Pastor em Belford Roxo. Além do que já fui aprovado nos mais diversos Concursos Públicos para o Magistério. Sou membro do Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Lingüísticos-CiFEFiL, Ex-Professor da Universidade Salgado de Oliveira-UNIVERSO, onde envergo o mérito de ter sido o Criador e Coordenador dos Programas de Pós-Graduação lato sensu em Lingüística Aplicada ao Ensino e em Literatura & Linguagem. Todas estas credenciais só me levaram a dois lugares: a academia, a que mui honrosamente venho servindo em minha militância científica, e, sobretudo, devo dizer que o outro lugar a que fui levado foi ao encontro de mim mesmo enquanto educador. Desta forma, após todos os meus reveses, as promessas não cumpridas, as ilusões destroçadas e após assistir-me plantando e sepultando os meus últimos sonhos de adolescente, o derradeiro ponto de chegada foi ter atingido a verdade e, com ela, o mais alto preço: a dor de ver a própria morte da utopia. Mesmo sabendo que o homem é do tamanho da sua capacidade de sonhar, não posso romper com o tecido da realidade. Assim sendo, este texto tem a ousadia de apresentar aquilo que muitos sabem, mas que, em nome da demagogia e da hipocrisia dogmática, acabam legando ao silêncio e cerceando a verdade na cortina do esquecimento.De fato, o poder transforma a sociedade, mas não há poder maior do que a verdade e em nome dela cada um de nós tem um preço a ser pago, até porque ela, assim como o bem e o mal, não obstante, é uma questão de ponto de vista. Enxergá-la em todos os seus aspectos é uma arte, um dom, uma maldição! Eu estou pagando o mais alto preço, pois, hodiernamente, um pouco de mim vai morrendo e, não mais me vendo como tal, deixo-me ser levado pelo sabor da lembrança de quando eu era mais ingênuo a ponto de acreditar nas aulas de Didática ministradas na Universidade e nas Utopias concebidas pelos grandes mestres que tanto me embalaram a alma e acalentaram o meu sonho lindo! Hoje, tudo é diferente. Não consigo mais acreditar na fantasia de outrora e, por isso mesmo, parafraseando o que alguém já escreveu: Ah, a ignorância é doce!. Sim, ela é! Queria poder reencontrar a criança perdida e com ela rever o meu passado. Tudo era lindo: os pássaros voando em manhãs ensolaradas de verão, as estações bem definidas, as crianças indo para a escola e eu indo para a Universidade, ávido pelas aulas de didática, Filosofia da Educação, Pedagogia. Enfim, ansioso para cear o banquete da educação junto aos grandes mestres... Ah, como era era ignorante! Como eu era feliz! Durante séculos, a educação neste país vem sendo marcada por “idéias mirabolantes”, onde figuram os mais diversos epítetos e as mais torrenciais das hipérboles. Muito foi dito e escrito, todavia não posso ser conivente com a mediocridade em torno “da Pedagogentice do ôba-ôba” que vem sendo cunhada por clichês do tipo: “faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço”, até porque seria como vender-me integralmente àquilo que chamo “projeto de imbecilização nacional”, haja vista que, há séculos, existem aqueles que vêm perpetuando um processo que visa a tornar os nossos filhos o mais medíocres e desgraçados possível, incutindo-lhes delírios de injustificada grandeza, sentimentos de culpa e tolhendo-lhes a capacidade de pensar de maneira crítica; não sabem eles que toda política educacional deve entender e respeitar acima de tudo o sagrado exercício da verdade! Sim, a verdade! A escola e a Universidade existem, por exemplo, para garantir a contínua marcha de um povo rumo ao progresso e não servir de aparelho que paralisa, oprime e explora, legitimando uma ordem cada vez mais injusta. Ensinar é, sobretudo, interagir no processo de leitura crítica da própria realidade; é ter um compromisso com a verdade e as necessidades do aluno, sem que para tal seja preciso constituir um palco no qual o professor tome para si o papel de um pretensioso protagonista, até porque na verdade não ele o é. Por outro lado, confesso até com um certo pesar, que estou farto de construções prontas e pretensiosamente “DOM QUIXOTESCAS” que se esforçam para sustentar a imagem de que o aluno é um “pobre coitado” que sofre e que sonha e o professor, um grande opressor! Ah, não há espaço para saídas “abracadabrescas” e tampouco não devemos abandonar as trincheiras dessa guerra, até porque se esta consciência viciosa não for mudada, que país estaremos deixando para os nossos filhos? Vejo, hoje, o Magistério “com outros olhos”. Não que eu tenha me tornado pessimista, mas a verdade é que não há mais espaço para teorias utópicas de teóricos celebrados quão fossem grandes heróis por uma nação desesperada à procura de líderes e mártires. Acredito que os nossos verdadeiros heróis estão entre aqueles que a tradição simplesmente ignora, pois não tendo a mídia acadêmica ou o poder econômico, qual é o sentido que haveria em venerar tais pessoas? Em verdade, dou fé quando escrevo que entre nossos verdadeiros heróis figuram aqueles professores que continuam a doar diariamente o seu sangue misturado ao sabor de suor e giz por entre intervalos intermitentes de goles de café. É com um doloroso pesar que escrevo este texto que, certamente, mal interpretado por uns ou até por ferir os sentimentos de quem é escravo da utopia tal como eu fui um dia, poderá me trazer enormes aborrecimentos. Todavia, não recearei quanto a essas coisas, pois é necessário descerrar as cortinas desse palco de hipocrisias. O que devo dizer aos professores que estou formando? Deixem o Magistério! Salvem suas almas! Bem, dizer estas coisas não seria certo, até porque as pessoas precisam construir a sua identidade profissional a partir de todos os aspectos concernentes à verdade. Neste sentido, tanto a utopia quanto o desmascaramento da realidade são importantes. O futuro professor deverá escolher por si mesmo, porém pautado nas duas realidades e não no unilateralismo. Confesso que na condição de professor Universitário, pesquisador, militante dos congressos da Academia e mesmo portando um razoável currículo, onde até premiações pela Academia Brasileira de Letras encontram-se registradas, não posso ser conivente com o silêncio e a “zona da acomodação”. Enquanto cientista, devo ser frio e descartar as hipóteses nulas. Enquanto cientista, devo buscar a veracidade dos fatos através de estratégias empírico-analíticas a partir da constituição de um corpus factual. É exatamente neste momento que o cientista perde espaço para o ser humano, na instância de que a frustração, a incerteza e a sensação de fracasso começam a imperar, haja vista que a situação do professor no Brasil é por demais caótica; somos dia após dia amputados no espírito e profanados em nosso mais sagrado direito de termos assegurada a reedificação de nossa dignidade profissional. Sei, também, que é um modismo comparar o nosso sistema escolar com o de outros países, mas também sei que tudo isso não passa de pura propaganda dos demagogos; os mesmos que, há bem pouco tempo, estavam protagonizando todo tipo de campanha contra a Universidade particular neste país. Não nos custa lembrar da enxurrada de material televisivo e das mais diversas mídias, onde uma “quase fogueira de inquisição” estava sendo ateada contra todos os profissionais da rede privada do ensino superior. Todo esse “terrorismo acadêmico” tinha como único objetivo “desmoralizar” a universidade particular”. Não estou fazendo apologia a nada e tampouco tenho a pretensão de discutir o “esquerdismo de meia pataca” que cegou os olhos das pessoas por ocasião desse processo, todavia não custa reavivar a lembrança acerca da triste condição enfrentada, também, pela Universidade pública no Brasil, quando inúmeros programas de pesquisa deixam de existir face aos cortes de verba. Céus, onde iremos parar? De um lado, temos a campanha ainda latente de desmoralização da Universidade particular; do outro, o sucateamento da Universidade pública. Gloriosos eram os tempos em que o estudante dispunha de tempo e verba para o custeio de suas pesquisas científicas nos cursos de Mestrado e Doutorado, quando, de fato, havia a manutenção das condições necessárias para o fomento da pesquisa como mecanismo insubstituível no exercício constante do aperfeiçoamento profissional! Hoje, lamentavelmente, os cursos lato e stricto sensu, na maioria das vezes, acabam sendo “cursos profissionalizantes de luxo”. Vivemos o advento do imediatismo da informação, o que justifica, em parte, a proliferação de mestres e doutores forjados por um mercado que busca não a qualidade, mas a quantidade. Desta forma, estamos assistindo a um número cada vez mais crescente de “pobres degredados” pseudocientistas proliferando no cenário acadêmico e muitos deles não sabem sequer a diferença entre “compartilhar conhecimento e mostrar conhecimento”; são escravos da ilusão de auto-suficiência e alargadores do preconceito lingüístico que se encarregará de garantir o crescimento do pior de todos os professores: “o pseudo-avaliador”; aquele que estufa o peito com júbilo e regozijo para sustentar bobagens calcadas na mediocridade de sua curta visão periférica incapaz de ler a realidade por além da janela do banheiro. Penso que se tal quadro apocalíptico e caótico não for mudado, estaremos deixando um péssimo legado para a posterioridade, de forma que os nossos fracassos justificarão todas as “maldições” que estão sendo deixadas para as gerações vindouras e, assim sendo, se não mudarmos desde já esse quadro de insalubridade acadêmica, somente a História nos julgará! Como podemos perceber, vivemos a “apoteose do caos”. Antes fosse um caos construtivo! A realidade, todavia, não é assim! Ao mesmo tempo em que escrevo estas coisas, não posso deixar de ser crítico comigo mesmo, até porque direta ou indiretamente sou mais uma vítima de todo este processo e, por mais contraditório que pareça, acabo sendo conivente com todo esse quadro de insalubridade e inércia crítica, quando penso em desistir de acreditar no poder de um sonho e na força de um ideal. Às vezes, chego a cismar comigo em meu pesar: acaso não me tornei mais um subproduto dessa cultura de desagregação de valores? E a utopia que tanto critiquei no início do presente texto? Não seria ela talvez a saída para a construção de uma nova ordem? Como supracitei, a ignorância é doce. Compactuar com O IDEAL pode ser o caminho mais curto para fugir da dor que provem do conhecimento de efeito e causa acerca DO REAL. Ora, com efeito, a verdade cobra o mais alto de todos os preços: A DOR. A dor embora seja tão evitada por nós, é, por outro lado, a prova de que estamos vivos! Se eu não estivesse vivo, eu não teria descoberto o quadro mais desolador que se pode conceber, quando se descobre a não legitimidade de muitos heróis nacionais que, ao longo de toda a minha história escolar, eram por nós e conosco celebrados. Heróis forjados com o intuito de servirem aos desígnios daquela parcela de homens que vêm se revezando no poder desde a fundação deste país. Na escola, aprendemos, por exemplo, que os bandeirantes foram os grandes desbravadores desta terra, eram intrépidos homens que enfrentaram todo tipo de perigo, a fim de estenderem os limites da glória ao desbravarem o Brasil! Ah, o que não se ensinou na escola é que esse é mais um dos mitos de nacionalidade. Como muito bem explicitou o nacional e internacionalmente respeitadíssimo Professor José Murilo de Carvalho, em entrevista ao Jornal O DIA (09/11/1999), (...) a versão oficial nem sempre tem a ver com a realidade (...) Os bandeirantes, por exemplo, que são símbolo do orgulho paulista, rachavam crianças em duas partes, abriam-lhes a cabeça e despedaçavam seus membros. Chocante? Impactante? Ou perturbador? Há tantos outros mitos de nacionalidade... Critica-se o povo brasileiro, dizendo que o nosso patriotismo surge apenas por ocasião da Copa do Mundo. Ora, sejamos realistas! Se analisarmos a nossa formação histórica, entenderemos que não temos a menor razão de sermos patriotas. Do que iremos nos orgulhar? De governos que manipulam a verdade e legitimam uma ordem social injusta? Do que nos orgulharmos? De políticos que usam a própria fé das pessoas, onde A CRUZ DE CRISTO se transforma em um ícone conduzido e transformado em material de campanha política sob o pretexto de uma SOCIAL-DEMOCRACIA-CRISTÃ? Ora, se bem me lembro, há alguns séculos, A IGREJA FOI SEPARADA DO ESTADO. Pode parecer até herético da minha parte, mas às vezes chego até a dizer em meu seio familiar e de amigos: AH, SE CRISTO VOLTASSE NOS DIAS DE HOJE... QUANTAS PESSOAS TERIAM DE LHE RESSARCIR OS DIREITOS DE VEICULAÇÃO DE IMAGEM NOS MAIS DIVERSOS EMPREENDIMENTOS COMERCIAIS! Do que nos orgulharmos? Das hipocrisias constituídas como verdades que justificaram o genocídio cometido contra os sertanejos do Arraial de Canudos, como Euclides da Cunha registrou em sua obra Os sertões? Acaso podemos nos orgulhar do processo ilegítimo da nossa “proclamação da independência”? Ora, D. Pedro tão somente manipulou as condições necessárias, a fim de que ele passasse de Príncipe Regente à condição de Monarca do Brasil. E a nossa República? Ah, quantos “mamam nas tetas desta sagrada mãe gentil”! QUE FUTURO DEIXAREMOS À POSTERIDADE, SE NOS LIVROS DE HISTÓRIA ESTIVER ESCRITO TÃO SOMENTE O EPITÁFIO SEPULCRAL, ONDE JAZ A EDUCAÇÃO DOS FILHOS DESTA PÁTRIA? REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SWANDER, Alex. A importância do conhecimento lingüístico para o professor de Língua Portuguesa no processo de avaliação da produção textual de seus alunos. IX Congresso Nacional de Lingüística e Filologia, Cadernos do CNLF, Volume IX, no.03, 2005. ______. Uma anatomia do caráter: em torno da verdade sobre a educação neste país. X Congresso Nacional de Lingüística e Filologia, Cadernos do CNLF, Volume X, no.03, 2006. |
Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| EXALTAÇÃO À RAINHA GÓTICA QUE HABITA A INTIMIDADE MEUS SONHOS MAIS SECRETOS. Escrito por Alex Swander,F.R.C. (Professor, pesquisador, escritor e autor premiado por três vezes pela ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS) | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| EXALTAÇÃO À RAINHA GÓTICA QUE HABITA A INTIMIDADE MEUS SONHOS MAIS SUBLIMES. Escrito por Alex Swander,F.R.C. (Professor, pesquisador, escritor e autor premiado por três vezes pela ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS)
EXALTAÇÃO À RAINHA GÓTICA QUE HABITA A INTIMIDADE MEUS SONHOS MAIS SUBLIMES. Por: Alex Swander,F.R.C. (Professor, pesquisador, escritor e autor premiado por três vezes pela ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS) DEUS CRIOU PRIMEIRO O HOMEM E NÃO A MULHER. EXISTEM VÁRIAS EXPLICAÇÕES PARA ISSO, PORÉM A MIM BASTA TÃO SOMENTE ENTENDER QUE O TODO PODEROSO AGIU DESSA FORMA POR UMA ÚNICA RAZÃO: TIVESSE DEUS CRIADO PRIMEIRO A MULHER, ELE TERIA FICADO TÃO FELIZ, QUE O HOMEM NUNCA PRECISARIA SER CRIADO !!!!! EM ALGUM LUGAR, A MINHA DEUSA GÓTICA ESTÁ A ESPERAR POR MIM. ATÉ QUE ESSE ENCONTRO MÁGICO NÃO ACONTEÇA, EIS QUE PERMANEÇO IMPÁVIDO VELANDO POR ESSA MULHER, MESMO SABENDO QUE, DE REPENTE, EU NUNCA A ENCONTRAREI. O NOME DISSO NÃO É OUTRO SENÃO UM: FÉ ! DORAVANTE, PERMANECEREI AQUI A TE BUSCAR POR ENTRE AS ESTRELAS; NELAS, DESENHO A MOLDURA DO TEU SORRISO E A BRISA DA NOITE É O SINAL DE QUE A "DEUSA" ME ACARICIA METAFISICAMENTE A FACE DE CAVALEIRO TRISTE. DE REPENTE, UMA ESTRELA CADENTE CORTA O CÉU. SERÁ UM PRESSÁGIO? NÃO SEI, PORÉM, SE A CHUVA CAIR SOBRE MINHA ARMADURA, TEREI A CERTEZA DE QUE AS LÁGRIMAS DA "DEUSA" ME AFAGAM NESSA PELE METÁLICA QUE TRAGO CINGIDA EM MEU CORPO... Na carta da Paulo aos Corinthios, está escrito: "... O AMOR PERDOA...". Em minha pequenice do poeta que sou, tomo posse dessas palavras e faço um adendo: O VERDADEIRO AMOR NÃO PRECISA PERDOAR, POIS SENDO VERDADEIRO ESSE AMOR, NUNCA HAVERÁ NADA A SER PERDOADO!!! ENTRE A DOR DE NÃO TER E O DISSABOR DE TER PERDIDO, CERTAMENTE, PARA O CORAÇÃO, É MUITO MAIS DIFÍCIL ACEITAR UMA PROMESSA NÃO CUMPRIDA TRAGADA PELOS VENTOS DA ETERNIDADE DO QUE A INEXISTÊNCIA DESSE AMOR!!! A mulher é o templo do Espírito Santo. Ela é o altar onde o homem deve render todas as suas homenagens e tributar sua fé. A mulher é a catedral mais sagrada da verdadeira essência do Cristianismo.Ela é o rosto humano da Deusa e o rosto divino de Cristo. A mulher é a ponte de luzes que nos leva ao Grande Mestre. Ela é verdadeiramente sagrada o que justifica os orientais a reverenciarem com todo tipo de oferenda desde o ouro até o próprio sêmem. As sociedades mais puritanas, os mundos árabes e judeu cobrem o corpo da mulher pois sabem que ele é sagrado, pois é a morada do Espírito Santo. Roma, sabendo do poder real da mulher e do que ela estava predestinada a ser, criou mentiras e teorias de conspiração que minimizaram a grandeza da mulher. Maria Madalena foi transformada em prostituta porque isto foi conveniente à política da Igreja na era da ignorância. Afinal de contas, reconhece-la como o Santo Gral seria aceita-la como santa esposa de Cristo e isto não seria aceitável para Roma que tomou para si o posto de canal entre os homens e Deus. NENHUMA GLÓRIA A MIM; TUDO AO SENHOR DOS CÉUS! NO LIMIAR DE UMA NOVA ERA, A CRIATURA HUMANA BUSCA SEU REENCONTRO COM A DIVINDADE. PARA TANTO, UM CÓDIGO SIMPLES DEVE SER ADOTADO: 1- HONRAR O SAGRADO! 2- RESPEITAR A NATUREZA! 3- FAZER SEMPRE O BEM! 4- PROMOVER A PAZ! 5- PERDOAR INFINITAMENTE!
|
Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| EXERCÍCIO (Prof. Alex Swander)
EXERCÍCIO Leia atentamente as frases abaixo e aponte as diferenças que há entre elas, quanto à transitividade (oponha a visão tradicional àquela proposta pela Lingüística Funcional norte-americana). Procure entender o sentido de cada frase, e veja se todas são igualmente transitivas: 1) O garoto chegou. X O garoto beijou Maria. 2) Batman socou o Pingüim. X Batman gosta da Mulher Gato. 3) A Mulher Gato beijou Batman. X A Mulher Gato gosta de Batman. 4) Batman nocauteou o Pingüim. X O Pingüim torturou o Robin. 5) O motorista bateu. X O carro bateu. 6) Maria gosta de sorvete. X Maria não gosta de sorvete. 7) João ama Maria intensamente. X João poderia amar Maria. 8) O garoto chutou a bola. X O céu tem muitas estrelas. 9) Maria derrubou o pente. X Maria rasgou a carta. 10) Gaspar come banana. X Gaspar comeu uma banana. |
Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| LATIM - LÍNGUA MORTA? (Prof. Alex Swander) | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| Latim- Professor Alex Swander,Ms.L. | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| Lágrimas na guerra pela paz (PROF. ALEX SWANDER) | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| Língua, Linguagem e fala & Discorrendo acerca da Lingüística (Prof. Alex Swander) | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| mini-resenha sobre Saussure (PROF. ALEX SWANDER)
Mini – resenha Ferdinand de Saussure (Genebra, 26 de novembro de 1857 - Morges, 22 de fevereiro de 1913) foi um lingüista suíço cujas elaborações teóricas propiciaram o desenvolvimento da lingüística enquanto ciência e desencadearam o surgimento do estruturalismo. Além disso, o pensamento de Saussure estimulou muitos dos questionamentos que comparecem na lingüística do século XX. Saussure estudou Física e Química, mas continuou fazendo cursos de gramática grega e latina. Por fim, convenceu-se que sua carreira estava nos estudos da linguagem e ingressou na Sociedade Lingüística de Paris. Estudou línguas européias em Leipzig e aos vinte e um anos publicou uma dissertação sobre o primitivo sistema das vogais nas línguas indo-européias, a qual foi muito bem aceita. Defendeu sua tese sobre o uso do caso genitivo em sânscrito, em Berlim, e depois retornou à Paris, onde passou a ensinar Sânscrito, Gótico e Alto Alemão e depois Filologia Indo-Européia. Retornou a Genebra, onde lecionou sânscrito e lingüística histórica em geral. Em 1906 foi encarregado de ensinar Lingüística Geral, e com isso realizou conferências que apresentaram conceitos que mudaram completamente o modo de encarar a lingüística. Entendia a linguística como um ramo da ciência mais geral dos signos, que ele propôs fosse chamada de Semiologia. Graças aos seus estudos e ao trabalho de Leonard Bloomfield, a lingüística adquire autonomia e seu objeto e método próprio passam a ser delineados. Seus conceitos serviram de base para o desenvolvimento do estruturalismo no século XX. Abaixo seguem as famosas dicotomias enunciadas por Saussure: • Langue X Parole Saussure também efetua, em sua teorização, uma separação entre langue (língua) e parole (discurso). Para ele, a língua é um sistema de valores que se opõem uns aos outros e que está depositado como produto social na mente de cada falante de uma comunidade, possui homogeneidade e por isto é o objeto da lingüística propriamente dita. Diferente da parole (discurso) que é um ato individual e está sujeito a fatores externos, muitos desses não lingüísticos e, portanto, não passíveis de análise. • Sincronia X Diacronia Ferdinand de Saussure enfatizou uma visão sincrônica, um estudo descritivo da linguística em contraste à visão diacrônica do estudo da linguística histórica, estudo da mudança dos signos no eixo das sucessões históricas, a forma como o estudo das línguas era tradicionalmente realizado no século XIX. Com tal visão sincrônica, Saussure procurou entender a estrutura da linguagem como um sistema em funcionamento em um dado ponto do tempo (recorte sincrônico). • Sintagma X Paradigma O sintagma, definido por Saussure como “a combinação de formas mínimas numa unidade lingüística superior”, e surge a partir da linearidade do signo, ou seja, ele exclui a possibilidade de pronunciar dois elementos ao mesmo tempo, pois um termo só passa a ter valor a partir do momento em que ele se contrasta com outro elemento. Já o paradigma é ,como o próprio autor define, um "banco de reservas" da língua fazendo com que suas unidades se oponham pois uma exclui a outra. • Significante X Significado O signo lingüístico constitui-se numa combinação de significante e significado, como se fossem dois lados de uma moeda. o O significante do signo lingüístico é uma "imagem acústica" (cadeia de sons). Consiste no plano da forma. o O significado é o conceito, reside no plano do conteúdo. Contudo, indubitavelmente, a teoria do valor é um dos conceitos cardeais do pensamento de Saussure. Sumariamente, esta teoria postula que os signos lingüísticos estão em relação entre si no sistema de língua. Entretanto, essa relação é diferencial e negativa, pois um signo só tem o seu valor na medida em que não é um outro signo qualquer: um signo é aquilo que os outros signos não são. Obras Paralelamente ao trabalho teórico mais tarde reunido na obra Cours de Linguistique Générale, Saussure realizou, entre 1906 e 1909, um outro estudo que é comumente chamado de Os anagramas de Saussure. Nesse trabalho paralelo, o mestre genebrino perscrutou um corpus(amostra) de poemas clássicos para tentar provar a existência de um mecanismo de composição poética baseado na análise fônica das palavras; mecanismo este formado pelo anagrama e pelo hipograma. O hipograma (palavra-tema) é o nome de um deus ou de um herói diluído foneticamente no poema. O anagrama, por sua vez, é o processo que propicia a diluição do hipograma nos versos. Morto prematuramente em 1913, após sua morte, seus alunos buscaram o arquivo de notas do mestre no intuito de publicar um livro que apresentasse a doutrina exposta em seus cursos e que abria novos horizontes para a lingüística. Contudo, as buscas foram frustradas e nenhuma nota foi encontrada. Assim, liderados por Charles Bally e Albert Sechehaye, resolveram compilar e comparar as notas dos alunos feitas durante as aulas. Esse trabalho culminou na obra Curso de Lingüística Geral (Cours de Linguistique Générale), publicada em 1915, ainda hoje leitura obrigatória para todos os estudantes e pesquisadores de lingüística. LÍNGUA, FALA, SIGNIFICADO, SIGNIFICANTE, SINCRONIA E DIACRONIA O fundador da lingüística moderna chama-se Ferdinand de Saussure. Saussure trouxe novos caminhos para a lingüística, graças ao seu estudo sobre a língua e a fala (langue e parole). Para Saussure a língua foi imposta ao indivíduo, enquanto a fala é um ato particular. A soma língua + fala resulta na linguagem. Outro aspecto básico da doutrina saussuriana é a do signo lingüístico. O signo é o resultado de significado mais significante. Signo = significado + significante Significado: conceito Significante: forma gráfica + som Toda palavra que possui um sentido é considerada um signo lingüístico. Exemplo: “Livro” é um signo lingüístico. Quando observamos o signo “livro” percebemos que ele é a união de som, conceito e escrita, ou seja, significado e significante. Outros exemplos de signos lingüísticos: Mar, cadeira, ventilador, cachorro, casa.... A lingüística pode ser: sincrônica ou diacrônica. Sincrônica: estuda a língua em um dado momento. Diacrônica: estuda a língua através dos tempos. CARACTERÍSTICAS DO SIGNO LINGÜÍSTICO Arbitrariedade: uma das características do signo lingüístico é o seu caráter arbitrário. Não existe uma razão para que um significante (som) esteja associado a um significado (conceito). Isso explica o fato de que cada língua usa significantes (som) diferentes para um mesmo significado (conceito). Linearidade: Os componentes que integram um determinado signo se apresentam um após o outro, tanto na fala como na escrita. DIVISÕES DA LINGÜÍSTICA - Fonética: Estuda os sons da fala. - Fonologia: Estudo dos fonemas. - Morfologia: Estuda a estrutura, formação, as flexões e a classificação das palavras. - Sintaxe: Se ocupa das relações entre as palavras ou entre as orações. - Semântica: Estuda a significação das palavras. - Lexicologia: Estuda o conjunto de palavras de um idioma. - Estilística: A estilística nos dá vários recursos para tornarmos os nossos discursos (falados ou escritos) mais expressivos e elegantes. Esses recursos são as figuras de linguagem e os vícios de linguagem. - Pragmática: Estudo de como a fala é usada na comunicação diária. - Filologia: Estuda a língua através de documentos escritos antigos. É bom ressaltar que nem todos os lingüistas concordam com essa divisão. LINGÜISTAS NOTÁVEIS - Franz Bopp - Leonard Bloomfield - Roman Jakobson - Umberto Eco - Noam Chomsky - Michael Halliday CORRENTES DA LINGÜÍSTICA Os estudos lingüísticos neste século tomaram vários rumos nos diversos países em que se desenvolveram, definindo escolas ou correntes teóricas. Entre elas, destacam-se: Gerativismo: procura mostrar a capacidade que o indivíduo tem de compreender uma frase mediante um número finito de regras e elementos combinados. Pragmatismo: Aborda a relação entre o discurso que envolve o indivíduo e a situação comunicativa em que ele é produzido. Estruturalismo: entende a língua como um sistema articulado em que todos os elementos estão interligados. Alguns lingüistas estudam a linguagem de apenas um indivíduo, outros estudam a linguagem de uma comunidade inteira. Certos lingüistas contemporâneos dão mais importância a fala do que a escrita, pois a fala é uma característica de todos os indivíduos, já a escrita, não. Mas isso não significa que a escrita não é estudada. É, sim e a cada dia são criados novos meios de estudá-la. MINI BIOGRAFIA FERDINAND SAUSSUARE Ferdinand de Saussure (1857 – 1913), era suíço e lecionou Lingüística Geral na Universidade de Paris e de Genebra por mais de 20 anos. Seus conceitos foram proferidos em aula, e 3 anos após a sua morte (em 1916), dois de seus alunos (Bally e Sechehaye) publicaram “Curso de Lingüística Geral” . Apesar da importância de Saussure para a lingüística, ele e suas teorias foram muito criticadas. |
Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| O "Sanctum sagrado do arquétipo feminino"(PROF. ALEX SWANDER)
A mulher é o templo do Espírito Santo.Ela é o altar onde o homem deve render todas as suas homenagens e tributar sua fé.A mulher é a catedral mais sagrada da verdadeira essência do Cristianismo.Ela é o rosto humano da Deusa e o rosto divino de Cristo.A mulher é a ponte de luzes que nos leva ao Grande Mestre.Ela é verdadeiramente sagrada o que justifica os orientais a reverenciarem com todo tipo de oferenda desde o ouro até o próprio sêmen. As sociedades mais puritanas,os mundos árabes e judeus cobrem o corpo da mulher pois sabem que ele é sagrado pois é a morada do Espírito Santo. Roma,sabendo do poder real da mulher e do que ela estava predestinada a ser,criou mentiras e teorias de conspiração que minimizaram a grandeza da mulher.Maria Madalena foi transformada em prostituta pois isto foi conveniente à política da Igreja primitiva.Afinal de contas,reconhece-la como o Santo Gral seria aceita-la como santa esposa de Cristo e isto não era aceitável para Roma que tomou para si o posto de canal entre os homens e Deus. Ad Infinitum |
Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| O CONTO (Prof. Alex Swander, Ms. L.) | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| O papel do livro na cultura brasileira (PROF. ALEX SWANDER) | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| o poder de um sonho | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| O PROCESSO DE DISCURSIVIZAÇÃO DA PALAVRA “VOCÊ” (Prof. Alex Swander)
O PROCESSO DE DISCURSIVIZAÇÃO DA PALAVRA “VOCÊ” Por: Professor Alex Swander (Premiado pela ABL – Academia Brasileira de Letras (2000 / 2001 e 2007), Professor universitário, Servidor Público, Pesquisador, Revisor de textos, autor de “Aulas de Latim” e do CD – Metodologia Científica – teoria e prática, Modelos de Trabalhos, Professor substituto da UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Coordenador e Criador dos Programas de Pós-Graduação lato sensu em Lingüística aplicada ao Ensino – UNIVERSO e de Literatura & Linguagem – UNIVERSO, Membro do CiFEFiL – Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Lingüísticos) INTRODUÇÃO Após analisarmos relatórios de diversos alunos circunscritos a oitava série, ao 2º grau e ao 3º grau, com o intuito de descrevermos os usos lingüísticos do você, observamos que este item é utilizado abundantemente não como pronome de tratamento, mas como elemento de marcação discursiva, de um uso bem genérico, com a finalidade de enfatizar aquilo que se articula. Assim, resolvemos estudar o você desde sua etimologia até os dias de hoje, com o propósito, de encontrarmos dados substanciais que comprovassem a nossa hipótese de discursivização do você. Nas gramáticas da língua portuguesa o você é classificado como pronome de tratamento utilizado por pessoas sem “cerimônia”, isto é, em situações distensas. Entretanto, vimos que tal uso, ainda que recorrente, não é o único, pois se levarmos em consideração a questão espacial, veremos que há um espaço discursivo, portanto em altíssimo grau de abstração, em que o você se presentifica em situações discursivas, isto é, como um marcador genérico. Sustentando-nos nos processos de gramaticalização e discursivização veremos que o item você vem de uma trajetória marcada pela sua retirada do mundo bio-sóciocultural (na condição de item lexical e sua posterior introdução à estrutura, interna da língua como item lexical. Até em fronte, podemos constatar que ocorreram mudanças físicas na estrutura da palavra, houve uma regularização da sua carga semântica, mas não ocorreu perda de traços prototípicos (decategorização) e tampouco aquisição de novos traços prototípicos (recategorização). Todavia, o você, como já mencionado, ainda que utilizado como pronome de tratamento, em outras situações ocorre u diferente uso, de diferente sentido, assumindo uma nova função: a de marcador discursivo. Defendemos a hipótese de que o você está passando por um processo de discursivização, de sorte que a seguinte trajetória se faz presente:ITEM LEXICAL ITEM GRAMATICALIZADO MARCADOR Entendemos que o você seguiu uma trajetória que partiu do sentido mais concreto, para um sentido mais abstrato e, no extremo final, desta trajetória, o você empregado com uma função não pronominal, referindo-se a um espaço menos concreto, mais abstratizado, utilizado como marcador discursivo. Esta é a trajetória: ESPAÇO FÍSICO ESPAÇO DISCURSIVO Convém salientar que no mundo biossociocultural da nossa língua, são dois itens lexicais (vosce, mercê) é que vão se fundir num espaço marcado pelo processo de gramaticalização até chegar ao espaço discursivo em que o você se encontra como marcador discursivo. Por conseguinte este trabalho tem como objetivo comprovar a hipótese de discursivização do você. Foram utilizados três informantes, sendo um da 8ª série do 1º grau, um do 3ª série do 2º grau e um do último período do 3º grau. Resolvemos trabalhar com este grupo, pois representam os três mais altos níveis de cada segmento: 1º, 2º e 3º graus. Tal procedimento nos outorga a possibilidade de compararmos os usos do você. O corpus consiste no sub-gênero discursivo: relato de opinião. Identificamos que no corpus o uso do você na condição de marcador discursivo se presentifica nitidamente. Consideramos obviamente o nível de conhecimentos dos informante e, levando em consideração que as gramáticas normativas não atenderam à descrição do comportamento discursivo do você, verificamos a relevância e a pertinência da hipótese defendida por nós, que, uma vez norteada pelo funcionalismo lingüístico norte-americano, procurará prestar sua importância enquanto seu caráter observador da língua não como um sistema fechado e acabado, mas como um continuun de sentidos em construção. Suporte Teórico Entendamos preliminarmente o que vem a ser o Princípio da Iconicidade; segundo Givón, as formas lingüísticas nascem motivadas iconicamente e a arbitrariedade na codificação lingüística ocorre devido às pressões diacrônicas corrosivas a partir da erosão provocada pelo atrito fonológico, e a mensagem acaba sendo alterada em decorrência da elaboração criativa. Tais pressões provocam ambigüidades quanto ao código (ocorrência de uma forma e várias funções - homonímia e polissemia) e quanto à mensagem (várias formas e uma função - sinonímia). O princípio da iconicidade apresenta três subprincípios: A) O princípio da quantidade:
A-1) Uma parcela maior de informação receberá menor grau de codificação. A-2) A informação que for menos previsível receberá maior material de codificação. A-3) A informação que tiver maior relevância também receberá maior material de codificação. Observemos o seguinte esquema: SN pleno > pronome > anáfora zero Exemplo: Eu vi uma esperança entrar pela janela, ela era verdinha, era muito magrinha. B) O princípio da adjacência:
C) O princípio da ordenação linear:
Informantes Foram utilizados 3 informantes, sendo um da 8ª série, um da 3ª série do 2º grau e um do último período do 3º grau. Escolhemos estes informantes, devido ao fato deles ocuparem o grau mais elevado em cada ciclo. Partindo da Lingüística Funcional Contemporânea, entendamos que a língua deve ser compreendida como um objeto empírico-social cuja função crucial é servir às necessidades comunicativa, envolvendo situações pragmáticas, seus participantes e seu contexto discursivo devem ser analisados como um sistema intrínseco de sentidos em construção.“Se a língua é concebida primordialmente como um instrumento de comunicação, a tarefa de descrição lingüística deve abarcar o exame de circunstâncias discursivas, que envolvem as estruturas lingüísticas.” (Leonor Bezerra 2000:174). O Funcionalismo valoriza o estudo pragmático, por este permitir a conexão entre estruturas sintáticas e semânticas. É por esta razão que as orações de um texto jamais podem ser estudadas de maneira que os parâmetros sintáticos e semânticos estejam afastados. “O que se comunica em cada porção não é só o conteúdo semântico da língua, mas também a natureza e o propósito do ato de fala visto como um fenômeno cultural e cognitivo. O conteúdo semântico-proporcional de uma oração pode permanecer estável, ao passo que sua função discursivo-pragmática pode se modificar.” (Furtado da Cunha & Oliveira, 1994:47). A Lingüística Funcional adota a posição formal de que as gramáticas norteadoras das línguas não são terminadas e inertes, uma vez que há uma contínua adaptação às necessidades discursivas dos próprios usuários. Ainda que partamos de uma análise sincrônica , a estabilidade da gramática é meramente virtual, até porque existem vários contextos variacionistas. A codificação morfossintática resultará de duas frentes: de um lado há aquelas situação concretas da comunicação e, do outro, não podemos nos esquecer de que existem convenções arbitrárias. Há fatos que se repetem em seu continuun, o que favorece a regularidade, entretanto existem fatos menos recorrentes que obedecem a convenções que notabilizam a arbitrariedade. Paul Hopper se refere a tal perspectiva como “gramática emergente”, de maneira a referir-se à estabilidade provisória da gramática.GRAMATICALIZAÇÃO E DISCURSIVIZAÇÃO O paradigma da gramaticalização busca compreender cientificamente como os itens lexicais de um sistema lingüístico se tornam mais gramaticais ao longo do tempo. É sabido que existe que existe um espaço físico no qual se circunscrevem os itens lexicais, isto é, signos circunscritos no universo bio-sóciocultural de uma língua. Desta forma, um item lexical “caminha” para a gramaticalização quando assume um novo “status”, isto é, quando passa à categoria de elemento gramatical, o que possibilitará uma regularidade e previsibilidade em consonância às necessidades pragmáticas. Na trajetória de gramaticalização, podemos observar a unidirecionalidade, de modo que as categorias menores (preposição, conjunção, pronome) originaram-se de categorias maiores (substantivos e verbos). Por conseguinte, de acordo com Hopper & Traugott (1993), uma unidade mais pesada morfologicamente ou mais longa fonologicamente tende a ser mais curta à medida que o status gramatical de categoria. Há, também, um relação entre freqüência e uso, ou seja, à proporção que uma forma ocorre, mais gramaticalizada ela se torna. “Todas as categorias menores se originaram de categorias maiores.” (Hopper & Traugott 1993:104). Ë interessante observarmos, que o “você”apresenta uma trajetória mandada por transformações morfo-fonêmicas ao longo de sua história diacrônica. Assim, podemos observar que há uma série de metaplasmos sofridos pela palavra:Vos+a = vossa mercê = vossemercê = vosmecê = você OBS.: Ao contrário de outros itens gramaticais como entretanto, por exemplo, o você não sofreu a perda de traços prototípicos e tampouco a aquisição de outros traços, o que configura uma estabilidade do ponto de vista gramatical, isto é, o você, não importante com a gráfica, aparece como pronome de tratamento. Todavia, após análises preliminares e criteriosas observação do uso do você na modalidade oral, observamos um emprego diferente daquele considerado mais previsível. Não como pronome de tratamento, mas como marcador conversacional, e nesta condição, circunscrevendo-se ao espaço de maior abstratização da língua. Entendemos o princípio da discursivização como sendo o processo em que um item lexical já gramaticalizado desloca-se para a condição de marcador discursivo. Ora, o item você vem sofrendo um “desbotamento”semântico e um acréscimo de valorização pragmática. Tal desligamento semântico contempla o aumento do grau de abstratização. Assim sendo, o item você segue a seguinte trajetória:Item lexical Item gramaticalizado Marcador discursivo SEGUNDO AS GRAMÁTICAS O você é classificado como pronome de tratamento pelas gramáticas, que, não obstante, no intuito de irem um pouco mais adiante, classificam o você como uma contração da forma vossa mercê. É interessante observarmos que o você aparece no discurso falado muitas vezes com um total esvaziamento muito semântico de seus traços prototípicos que o categorizam como pronome de tratamento. Em outras palavras, a impossibilidade de “amortizar” um elemento lingüístico numa categoria prototípica em um sistema estável abre possibilidade para a descrição do caráter não categórico da língua. Desta feita, há o deslocamento do você, de um espaço físico gramaticalizado como pronome de tratamento, para um espaço de maior abstratização , no caso o espaço discursivo em que você se manifesta como marcador conversacional.O VOCÊ E SUA DIACRONIA O você, se analisado do ponto de vista diacrônico, apresentou as seguintes transformações morfo-fonêmicas:vos+ce+te+mersum=Voscetemersum=Voscetemercê = vossa mercê = vossemercê = vosmecê = você=ce Temos primeiramente a união de dois itens lexicais que se unem; A partir de um metaplasmo por aumento, a consoante ‘s’ sofre uma duplicação, evitando a sonorização em ‘z’; O fonema final ‘a’ de vossa, sofre um metaplasmo por subtração; uma assimilação em ‘e’. Além disso, os dois itens lexicais se fundiram formando um só signo; um só item gramatical. Houve, também, o queda do ‘r’ devido a menor intensidade com que era articulado. Na forma ‘vossemercê’ houve um metaplasmo por subtração na sílaba ‘se’, dando origem à forma vosmecê. Esta, por sua vez, sofreu um metaplasmo por subtração (Haplologia) em que a sílaba ‘me’desapareceu. E, ainda, houve a queda do ‘s’(metaplasmo por subtração), dando origem a forma você.Se fizermos uma reflexão crítica com base na análise acima, veremos que ao longo dos séculos embora a palavra tenha sofrido transformações em sua estrutura morfo-fonêmica os traços prototípicos que categorizam-na como pronome de tratamento se mantiveram. Entretanto nos últimos tempos, por conta do pragmatismo observamos um esvaziamento sintático-semântico no você que é largamente utilizado como marcador discursivo. O PROCESSO DE ABSTRATIZAÇÃO DO VOCÊ Com o intuito de exemplificarmos o processo de discursivização do você, observamos o esvaziamento do sentido categórico que ocorre com o elemento, e num percurso histórico prospectivo, “caminha” para uma crescente abstratização semelhante à queda de Traugott & Heine (1991):Espaço Físico Espaço Discursivo Observamos que o você apresenta a princípio o sentido de pronome de tratamento (espaço físico), evoluindo para o espaço mais abstratizado na condição de marcador discursivo. Temos, enfim uma trajetória unidirecional do mais concreto para o mais abstrato. ANÁLISE DE DADOS O primeiro exemplo, de língua falada, é de um informante da 8ª série. No exemplo, o você aparece com total esvaziamento semântico de pronome de tratamento.RELATO DE OPINIÃO: INFORMANTE: CARLOS EDUARDO ENSINO FUNDAMENTAL – 8ª SÉRIE. E: Qual é a sua opinião sobre a AIDS? I: Eu acho que é uma doença que...não tem cura...não é igual à gripe...você toma um remedinho e fica bom. A AIDS é uma doença que mata...e o maior problema é que...é que...é...bem...a televisão faz propaganda...mas chega uma hora que você vê que...qualquer um pode pegar AIDS...eu acho que o único jeito é não transar mais. E: Ora, mas não se pega AIDS só desse jeito! I: É...eu sei né...bem...é que...ah...sabe come...pó...do modo de vista faz parte. E: Ah, corta essa de usar a fala daquele cara do Big Brother! I: Ih, foi mal...mas o que tu pergunto mesmo? E: Você disse que o jeito para não se pegar AIDS é deixar de transar. Ora, você acha que só se pega AIDS assim é? I: Bem...é...bem...ah, no sexo é mais fácil, a gente pegar AIDS, né? Pó as vezes você vê uma minina toda gata...aí você transa com ela e ela tá com AIDS, aí você pega AIDS...é... O relato acima constata a nossa hipótese de discursivização do você, reparemos que o item é utilizado de maneira bem “genérica”, não se trata de uma forma pronominal de tratamento, mas um elemento sequencializador da marcação discursiva. Observemos mais exemplos: RELATO DE OPINIÃO: INFORMANTE: VANESSA ALVES ENSINO MÉDIO – 3ª SÉRIE E: Vanessa, o que você pensa a respeito da AIDS? I: Ai...que horror...não gosto nem de pensar nisso! Mas... não dá pra gente deixar de enxergar a realidade. Bom... as pessoas de repente podem ter AIDS e não sabem...aí a gente pensa: nunca vai acontecer comigo...mas você vê que não é bem assim... de repente você vê que não é bem assim...de repente você já não como mais...de repente você já não bebe mais...você fica fraco...você não quer mais saber de nada...e aquilo que você dizia antes: Ah, AIDS, comigo não! Nunca! É...é...agora é coisa do passado Ninguém ta acima da AIDS. Outro exemplo pragmático que corrobora para a nossa análise. A informante se utiliza do você como um marcador discursivo sequencializador e indutivo. Vejamos outro exemplo: RELATO DE OPINIÃO: INFORMANTE: LISIANE SOUZA 3º GRAU – ÚLTIMO PERÍODO E: Qual é a sua opinião acerca da AIDS? I: A AIDS é talvez um dos piores males dos dias de hoje...Ë como se você tivesse um “inimigo oculto” bem íntimo que dificilmente aparece...e quando resolve aparecer...a coisa fica difícil ...primeiro o medo...de você se matar em logo... a sensação de...de... de não saber como enfrentar socialmente as pessoas, pois qualquer um fica psicologicamente debilitado...pense bem: Hoje você está bem, sai à noite...se diverte. Aí, de repente, alguma coisa estranha acontece...você vê que ta com AIDS...é o fim do mundo...é o fim dos sonhos...você já não tem mais amigos...as pessoas ficam de se aproximarem. Eu acho que o melhor remédio mesmo é você se prevenir, até porque ninguém escapa da AIDS. É preciso saber se cuidar bem. Este outro exemplo reitera tudo o que já falamos antes acerca da discursivização da palavra você, e se bem observamos, veremos que há uma natureza recorrente do você como marcador sequencializador e indutivo. De um modo geral, após a análise dos vários relatos que estudamos, temo a seguinte estatística:
CONSIDERAÇÕES FINAIS Podemos constatar a visão homogênea que as gramáticas apresentam do item você como pronome de tratamento. Constatamos, também que ao longo do percurso diacrônico os metaplasmos sofridos pelas palavras não deslocaram o seu sentido prototípico de pronome de tratamento. E por último, podemos confirmar a hipótese de você em seu esvaziamento semântico utilizado como marcador discursivo sequencializador e indutivo. Assim, confirmamos a trajetória de você do espaço físico para o espaço de maior destratização no esquema abaixo:
ESPAÇO FÍSICO ESPAÇO DISCURSIVO
Diante dos dados apresentados, acreditamos que embora os informantes sejam todos do Rio de Janeiro, mas especificamente do Município de Niterói, face a nossa experiência como estudiosos da língua que buscam mitigar própria ignominia e na condição de professores de Língua Portuguesa, acreditamos com efeito, que tais evidências não sejam uma notoriedade do nosso Estado, pois sendo a fala a concretização da língua, esta não poderá ser vista como um sistema fechado e acabado, mas como um sistema adaptativo em constante atualização pelo falante. No âmbito da descrição lingüística é preciso enxergarmos os eventos não de maneira isolada, pois a natureza humana é uma só; em outras palavras, sendo o homem um ser social, ele codificará e decodificará eventos por meio do binômio língua e fala e se nos reportarmos para a Sociolingüística, veremos que a multidiversidade de falares do Brasil comporta o que chamamos unidade na diversidade e diversidade na unidade. Como fonte de reflexão final, gostaríamos de sugerir aos professores de Português que em sua árdua jornada compactuassem mais dos estudos da descrição lingüística, pois as contribuições desta ciência são profícuas no sentido de corrobarem para a formação de uma melhor aparato de competências metodológicas. É evidente que não temos a pretensão de fazer com que este trabalho seja a “Bíblia” da metodologia funcional lingüística, mas esperamos que o mesmo possa ser apreciado na premissa de que ele possa promover interesse pela pesquisa lingüística.
BIBLIOGRAFIA Obs. Este trabalho, quanto à sua ordenação e “roupagem” de apresentação, baseia-se na dissertação de mestrado de Leonor de Araújo Bezerra de Oliveira, intitulada: A trajetória de gramaticalização do onde, defendida na UFRN, em 1997.ALMEIDA, M. J. A. de. A convergência entre a pragmática e o funcionalismo lingüístico no estudo de um marcador conversacional próprio do português europeu. Niterói – RJ p.59 – 72, 2 Semestre 1998. Revista de Letras do Gragoatá. COUTINHO, I DE L. Gramática. História da Língua Portuguesa. 7ª edição. 1976. Ao livro técnico S/A. CUNHA, C. F. Gramática da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro. FENAME 1976. FURTADO DA CUNHA. Procedimentos discursivos na fala de Natal: Uma abordagem funcionalista/organização de– Natal (RN): EDUFRN. 2000. FURTADO DA CUNHA & RIOS DE OLIVEIRA, M. E MARTELOTTA, M. (Org.) Lingüística Funcional: Teoria e Prática 2001. OLIVIERA, M.R. DE. Iconicidade e produtividade nos processos de repetição. Anais do II Congresso Nacional da ABRALIN, UFSC.UFRJ. Departamento de Lingüística e Filosofia, 1992. Mimeogr. SWANDER, Alex. O processo de discursivização da palavra “você”. Monografia apresentada à UFF- Universidade Federal Fluminense. 2001. VOTRE, S. Lingüística Funcional: Teoria e prática – Rio de Janeiro. |
Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| O PROFESSOR ALEX SWANDER CONVOCA SEUS ALUNOS DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO-UERJ PARA QUE TERMINEM DE EFETUAR O CADASTRO NO SITE WWW.PARATEXTO.COM.BR, A FIM DE QUE POSSAM DESFRUTAR DESSE MAGNÍFICO ESPAÇO ACADÊMICO!!!
O PROFESSOR ALEX SWANDER CONVOCA SEUS ALUNOS DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO-UERJ PARA QUE TERMINEM DE EFETUAR O CADASTRO NO SITE WWW.PARATEXTO.COM.BR, A FIM DE QUE POSSAM DESFRUTAR DESSE MAGNÍFICO ESPAÇO PARA A DIVULGAÇÃO DA PRODUÇÃO ACADÊMICA!!! LEMBREM-SE: "A pesquisa é o mecanismo insubstituível para o exercício constante do aperfeiçoamento profissional!"(ALEX SWANDER, 2005). |
Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| O PROFESSOR ALEX SWANDER CONVOCA SEUS ALUNOS DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO-UERJ PARA QUE TERMINEM DE EFETUAR O CADASTRO NO SITE WWW.PARATEXTO.COM.BR, A FIM DE QUE POSSAM DESFRUTAR DESSE MAGNÍFICO ESPAÇO PARA A DIVULGAÇÃO ACADÊMICA | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| O PROFESSOR ALEX SWANDER CONVOCA SEUS ALUNOS DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO-UERJ PARA QUE TERMINEM DE EFETUAR O CADASTRO NO SITE WWW.PARATEXTO.COM.BR, A FIM DE QUE POSSAM DESFRUTAR DESSE MAGNÍFICO ESPAÇO PARA A DIVULGAÇÃO ACADÊMICA!!!
O PROFESSOR ALEX SWANDER CONVOCA SEUS ALUNOS DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO-UERJ PARA QUE TERMINEM DE EFETUAR O CADASTRO NO SITE WWW.PARATEXTO.COM.BR, A FIM DE QUE POSSAM DESFRUTAR DESSE MAGNÍFICO ESPAÇO PARA A DIVULGAÇÃO DA PRODUÇÃO ACADÊMICA!!! LEMBREM-SE: "A pesquisa é o mecanismo insubstituível para o exercício constante do aperfeiçoamento profissional!"(ALEX SWANDER, 2005). |
Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| O PROFESSOR ALEX SWANDER ESTÁ LANÇANDO O CD: METODOLOGIA CIENTÍFICA-TEORIA E PRÁTICA, MODELOS DE TRABALHOS
O PROFESSOR ALEX SWANDER ESTÁ LANÇANDO O CD: METODOLOGIA CIENTÍFICA-TEORIA E PRÁTICA, MODELOS DE TRABALHOS NELE, VOCÊ ENCONTRARÁ: VÁRIOS MODELOS DE TRABALHOS ACADÊMICOS MODELO DE MONOGRAFIA MODELO DE RESENHA MODELO DE PROJETO MODELO DE RELATÓRIO DE ESTÁGIO TODA A METODOLOGIA CIENTÍFICA E MUITO MAIS!!! PREÇO DE LANÇAMENTO: R$ 29,90!!! CONTATE JÁ O PROFESSOR ALEX SWANDER E TENHA ESSA OBRA QUE LHE SERÁ A GRANDE FERRAMENTA PARA SEUS TRABALHOS UNIVERSITÁRIOS!!! CONTATOS DO PROFESSOR ALEX SWANDER: 0xx21-9548-7989. E-mail: alexswander@pop.com.br |
Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| O PROFESSOR ALEX SWANDER ESTÁ LANÇANDO O CD: METODOLOGIA CIENTÍFICA-TEORIA E PRÁTICA, MODELOS DE TRABALHOS
O PROFESSOR ALEX SWANDER ESTÁ LANÇANDO O CD: METODOLOGIA CIENTÍFICA-TEORIA E PRÁTICA, MODELOS DE TRABALHOS NELE, VOCÊ ENCONTRARÁ: VÁRIOS MODELOS DE TRABALHOS ACADÊMICOS MODELO DE MONOGRAFIA MODELO DE RESENHA MODELO DE PROJETO MODELO DE RELATÓRIO DE ESTÁGIO TODA A METODOLOGIA CIENTÍFICA E MUITO MAIS!!! PREÇO DE LANÇAMENTO: R$ 29,90!!! CONTATE JÁ O PROFESSOR ALEX SWANDER E TENHA ESSA OBRA QUE LHE SERÁ A GRANDE FERRAMENTA PARA SEUS TRABALHOS UNIVERSITÁRIOS!!! CONTATOS DO PROFESSOR ALEX SWANDER: 0xx21-9791-4200 0xx21-8559-2553 0xx21-8573-0170 E-mail: alexswanderswander@pop.com.br |
Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| O PROFESSOR ALEX SWANDER ESTÁ LANÇANDO O CD: METODOLOGIA CIENTÍFICA-TEORIA E PRÁTICA, MODELOS DE TRABALHOS (2) | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| O PROFESSOR ALEX SWANDER ESTÁ LANÇANDO O CD: METODOLOGIA CIENTÍFICA-TEORIA E PRÁTICA, MODELOS DE TRABALHOS NELE, VOCÊ ENCONTRARÁ: VÁRIOS MODELOS DE TRABALHOS ACADÊMICOS
O PROFESSOR ALEX SWANDER ESTÁ LANÇANDO O CD: METODOLOGIA CIENTÍFICA-TEORIA E PRÁTICA, MODELOS DE TRABALHOS NELE, VOCÊ ENCONTRARÁ: VÁRIOS MODELOS DE TRABALHOS ACADÊMICOS MODELO DE MONOGRAFIA MODELO DE RESENHA MODELO DE PROJETO MODELO DE RELATÓRIO DE ESTÁGIO TODA A METODOLOGIA CIENTÍFICA E MUITO MAIS!!! PREÇO DE LANÇAMENTO: R$ 29,90!!! CONTATE JÁ O PROFESSOR ALEX SWANDER E TENHA ESSA OBRA QUE LHE SERÁ A GRANDE FERRAMENTA PARA SEUS TRABALHOS UNIVERSITÁRIOS!!! CONTATOS DO PROFESSOR ALEX SWANDER: 0xx21-8259-3786. E-mail: alexswander@pop.com.br |
Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| O PROFESSOR ALEX SWANDER ESTÁ LANÇANDO O CD: METODOLOGIA CIENTÍFICA-TEORIA E PRÁTICA, MODELOS DE TRABALHOS NELE, VOCÊ ENCONTRARÁ: VÁRIOS MODELOS DE TRABALHOS ACADÊMICOS (2)
O PROFESSOR ALEX SWANDER ESTÁ LANÇANDO O CD: METODOLOGIA CIENTÍFICA-TEORIA E PRÁTICA, MODELOS DE TRABALHOS NELE, VOCÊ ENCONTRARÁ: VÁRIOS MODELOS DE TRABALHOS ACADÊMICOS ' 16/09/2008 por Alex Swander O PROFESSOR ALEX SWANDER ESTÁ LANÇANDO O CD: METODOLOGIA CIENTÍFICA-TEORIA E PRÁTICA, MODELOS DE TRABALHOS NELE, VOCÊ ENCONTRARÁ: VÁRIOS MODELOS DE TRABALHOS ACADÊMICOS MODELO DE MONOGRAFIA MODELO DE RESENHA MODELO DE PROJETO MODELO DE RELATÓRIO DE ESTÁGIO TODA A METODOLOGIA CIENTÍFICA E MUITO MAIS!!! PREÇO DE LANÇAMENTO: R$ 29,90!!! CONTATE JÁ O PROFESSOR ALEX SWANDER E TENHA ESSA OBRA QUE LHE SERÁ A GRANDE FERRAMENTA PARA SEUS TRABALHOS UNIVERSITÁRIOS!!! CONTATOS DO PROFESSOR ALEX SWANDER: 0xx21-8259-3786. E-mail: alexswander@pop.com.br |
Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| O PROFESSOR ALEX SWANDER ESTÁ LANÇANDO O CD: METODOLOGIA CIENTÍFICA-TEORIA E PRÁTICA, MODELOS DE TRABALHOS NELE, VOCÊ ENCONTRARÁ: VÁRIOS MODELOS DE TRABALHOS ACADÊMICOS (3) | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| PECADOS FATAIS (PROF. ALEX SWANDER) | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| Professor Alex Swander,Ms.L.
“Na vida, tudo é possível! Enquanto houver fé, haverá esperança! Enquanto um homem pode sonhar, ele se mantém vivo! Ainda que montanhas estremeçam, nada abala aquele cuja fé repousa na crença perene e verdadeira de um Deus cujos mistérios insondáveis só assim o são pelo simples fato de nós não conseguirmos compreender em verdade que fomos concebidos à sua imagem. Assim, o homem é um Deus quando sonha e um mendigo quando abdica desse dom.” |
Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| questões para produção textual (Prof. Alex Swander) | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| QUESTÕES SOBRE TERMOS ACESSÓRIOS, ESSENCIAIS E TRANSITIVIDADE (PROFESSOR ALEX SWANDER) | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| Redenção (PROF. ALEX SWANDER) | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| REDENÇÃO – O MEU EPISÓDIO DERRADEIRO (Prof. Alex Swander)
REDENÇÃO – O MEU EPISÓDIO DERRADEIRO Alex Swander Quem sou eu? De onde vim e pra onde vou? Sou cidadão do universo mesmo exilado nessa mundo frio. Nas manhãs ensolaradas tento entender a letra do poeta que cantou esse canto que o outro cantou, quando um dia se foi deixando a saudade... Ah, saudade... saudade... saudade..... saudade - mandala do tempo e farrapo de eternidade! Oh vida cumprida à sol, como dói repetir as metáforas de outro... O meu pai mesmo não tendo sido PAI, foi aquele que junto à minha mãe me trouxe do outro lado para esse recanto de dor e de promessas não cumpridas! Oh vida, qual é o teu segredo? Existe uma arte oculta que me permita te descobrir em verdade? O que é estar vivo? E se eu não estou vivo? Cada minuto é muito tempo sem saber a verdade... Por que sou quem sou e sinto o que sinto? Quando pensei que Deus havia se esquecido de mim, descobri através de um sábio que Ele me ama demais; afinal de contas, se Deus não me amasse, não teria feito o meu coração tão forte! Eu queria voltar ao tempo da inocência... Ah, como eu era feliz e não sabia.... Chiclete com Coca-cola, biscoito “fofura” com guaraná, caixinha de surpresa, álbum de figurinhas, gibi do “Capitão América”, ouvir música na cantina da escola... Deus, quanta saudade.... Quanta saudade mesmo! Os anos passaram e o que me restou? A certeza de ter plantado e sepultado os meus últimos sonhos de adolescente? Acho que já estou um pouquinho velho pra falar disso... Após meus fracassos sentimentais apoteóticos e a falsa sensação da liberdade, apenas me restou a dor da saudade de um tempo que nunca vivi, pois a timidez de outrora era tanta, que hoje, no inverno outonal de minha existência, choro em vão pelos amores não vividos nos dias de primavera, quando a flor da juventude ainda desabrochava em mim... ..................................... silêncio..................................................................................... Sou “escorpião” e durante muito tempo me orgulhei disso! Acreditei que, tal como na lenda, uma vez encurralado, inoculando meu veneno em mim mesmo, poderia, mesmo descendo ao Inferno, renascer ainda mais forte!!! Hoje, porém, vejo que a realidade não é como nos mitos ou nas lendas e que a vida é bem menos gloriosa do que jactanciosamente desejamos... O que fazer então? Suicídio? Redenção? Resignação? ..................................... silêncio..................................................................................... Nenhuma das opções acima!!! Suicídio? Se eu ceifar a centelha de vida que há em mim, estarei mergulhando em meu maior pesadelo! A redenção, se fosse uma possibilidade, certamente faria de mim um herói em 24 horas! Resignação? Talvez, porém Deus não limitou a criatura às contingências da mediocridade! O que vou fazer então? Como eu queria ter a resposta!!! Como eu queria...... Vou contar um segredo: durante toda a minha dolorosa existência, fugi da solidão. Isso foi o motivo (talvez) de meus fracassos sentimentais, pois tal fuga fez com que eu esperasse muito mais das pessoas, o que é um grande erro, pois ninguém dá o que não possui. Só agora vejo isso. Existem três imagens que sempre estarão tatuadas em minh'alma: Minha amada “vozinha” em seu caixão, Minha mãe se despedindo de mim (em vão tentando esconder as lágrimas)na Rodoviária de Três Corações, A imagem futura de minha mãe em seu caixão; quando esse dia chegar, o último pedacinho de minha avó terá morrido e aí sim estarei de fato sozinho no mundo... |
Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| TEXTOS DIVERSOS PARA ESTUDO (PROF. ALEX SWANDER) | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| UM IMPERADOR EM MINHA CASA (PROF. ALEX SWANDER) | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| UM PEQUENO TRIBUTO AOS HERÓIS DESCONHECIDOS (PROF. ALEX SWANDER) | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| Uma Anatomia crítica sobre a Educação (Prof. Alex Swander) | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| UMA BREVE RADIOGRAFIA DA LÍNGUA PORTUGUESA (Prof. Alex Swander) (*)Este texto foi publicado na Revista América - Rio de Janeiro (2005-2006)
TÍTULO: UMA BREVE RADIOGRAFIA DA LÍNGUA PORTUGUESA Por: Professor Alex Swander (Premiado pela ABL – Academia Brasileira de Letras (2000 / 2001 e 2007), Professor universitário, Servidor Público, Pesquisador, Revisor de textos, autor de “Aulas de Latim” e do CD – Metodologia Científica – teoria e prática, Modelos de Trabalhos, Professor substituto da UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Coordenador e Criador dos Programas de Pós-Graduação lato sensu em Lingüística aplicada ao Ensino – UNIVERSO e de Literatura & Linguagem – UNIVERSO, Membro do CiFEFiL – Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Lingüísticos) Definitivamente, não falamos a mesma língua de Portugal. No mundo lusofônico, há inúmeras peculiariadades lingüísticas. Só para que se tenha uma idéia, o próprio português falado no Brasil é marcado por variações lingüísticas, quer a nível geográfico, quer a nível sociocultural. Se formos para o Sul do Brasil, por exemplo, nos depararemos com um marcador discursivo bem diferente dos que estamos habituados a ouvir no Rio de Janeiro: Ba, Tche! Certamente, uma forma abreviada de Barbaridade, Tchê! Além disso, o T e o D não são articulados como no Rio de Janeiro, onde verificamos uma pronúncia “chiada” para palavras como Tia e Dia. E o S. Ora, é outra ocorrência que merece a nossa atenção, haja vista que o chiado habitual do carioquês não se verifica. Com efeito, tais exemplos têm uma explicação que remonta à época em que a Real Família Portuguesa veio para o Brasil. A população que vivia onde hoje é o Rio de Janeiro procurou “imitar” “o jeito” dos nobres falarem. Daí, o “chiado” que se verifica em tantas construções lingüísticas. Em termos de Brasil ainda verificamos exemplos da oralidade, onde não se encontra codificado o R final de verbos no infinitivo. Assim, as pessoas (inclusive letrados de Minas Gerais) articulam: CANTÁ, VENDE, PARTI, ENCONTRA, FALA etc. Algo semelhante acontece com o S final indicativo de plural. Então, ouvimos, em rodas finas de bate-papo, pessoas em São Paulo deliberadamente suprimindo este morfema. E o “rotacismo”? Muitas são as pessoas que usam a variante inculta, segundo a gramática normativa. Por isso, a troca de fonemas em palavras como: FRAMENGO, INGRÊS, CRÁUDIA etc. Uma explicação bem consistente para tais casos é “a Lei do Menor Esforço”, que propala a concepção de que diante de duas formas de mesmo valor lingüístico, prevalece aquela que demanda menor esforço para ser articulada. Assim, por extensão teórica do que estamos tratando em relação ao uso, PASSAGEM se transforma em PASSAGE; ÔNIBUS, vira ÔNIBU; QUINHENTOS é codificado como QUINHENTO; TOCANDO se converte em TOCANO (quebra do gerúndio), NÃO VOU vira NUM VÔ; TOCANDO se desfaz em TOCANO; PORQUÊ cede lugar a PURQUÊ, ESTOU FAZENDO se transforma em ESTÔ FAZENO etc. Se compararmos o nosso português ao de Portugal, veremos que a própria sistemática norteadora de construção das locuções verbais em nosso idioma é diferente da orientação do uso em Portugal, haja vista que, por exemplo, existe um sintagma pronominal na posição mesoclítica, evidenciado em construções como: ESTOU A FAZER, CHEGAMOS A CANTAR etc. Os exemplos acima apresentados são de natureza fonética, posto que estão relacionados à articulação das palavras. Porém, encontramos, ainda, exemplos de variações de natureza morfossintática no que se refere à ordenação das palavras em uma oração na Língua Portuguesa falada no Brasil. O bahiano, por exemplo, se utiliza da forma negativa pós-verbal (VOU NÃO) enquanto o carioca é enfático ao utilizar-se da negativa dupla (EU NÃO VOU NÃO). Quanto à colocação pronominal, os exemplos são vários. A Gramática Normativa é bem reducionista ao “descrever” construções do tipo: O LIVRO É PRA MIM LER). Ora, é um erro! – Diz a Norma culta. É um solecismo; um erro de colocação pronominal! Esquece-se, porém, a mesma Norma de, de fato, descrever o que acontece. O usuário está, na verdade, partindo de uma unidade paradigmática, isto é, ele sabe, em seu “background” (no caso, em seu “arsenal lingüístico”) que O LIVRO É PRA MIM. Ora se O LIVRO É PRA MIM, ele é PRA MIM LER. O que o usuário não faz é opor o uso pronominal oblíquo ao uso pronominal do caso reto. Rastreando o passado lingüístico, a origem de nossa língua está no Latim. Neste sentido, cabe um questionamento. Afinal, o Latim é ou não uma língua morta? Cientificamente, entende-se que a conceituação “língua viva” é um “rótulo”, segundo o qual só é considerado vivo o sistema lingüístico que apresenta, no mínimo, cem mil usuários. O que é fácil de entendermos, posto que a condição proeminente para tal classificação é a possibilidade de o usuário poder transformar e adaptar o sistema para as suas necessidades de uso. Por outro lado, entende-se que “língua morta” é a classificação adotada por aquele sistema lingüístico que não deixou vestígio ao longo do tempo, isto é, não tem, no caso, cientificamente, uma fonte confiável para assegurar a sua existência nem a perpetuação do mesmo. E, além disso, não havendo usuários que professem tal língua, esta não pode ser considerada como viva. O Latim, por exemplo, embora seja a língua oficial do Vaticano, não pode ser considerado“vivo”,mas por estar disseminado nas línguas neolatinas e, portanto, ter deixado vestígios na morfologia e na prosódia, não pode ser classificado como língua morta. A este aspecto, assomam-se outros mais; vejamos: o latim se encontra incorporado na estrutura morfológica de inúmeras palavras da Língua Portuguesa (vejamos, por exemplo, os superlativos paupérrimo e boníssimo, este derivado de bom que, em Latim, era bônus; aquele, derivado de pobre que, em Latim, era pauper). Na Química, também encontramos a Língua latina na própria simbologia dos elementos químicos. Exemplos: prata (Ag), em latim, argentum. Ouro (Au), em latim, aurum. Encontramos o Latim em epígrafes de Teses e trabalhos cientícos em geral, o que pressupõe erudição além de constiruir virtualmente um gongorismo na adiposidade de um tom eloqüente. Não deixemos de mencionar o Vaticano que guarda em seu acervo inúmeros documentos professados em Língua latina. Diante de tantas ocorrências, como classificar o Latim? Bem, face aos fatos que enumeramos, o mais correto seria classificar a Língua Latina como uma “língua clássica”, por ter servido de esteio para as línguas neolatinas. Infelizmente, o analfabetismo científico de alguns “pseudo-lingüístas”, faz com que seja cômodo utilizar o rótulo língua morta, o que é problemático e contribui cada vez mais para o empobrecimento do saber global em Língua Portuguesa. Além do mais, citando o célebre lingüista Guy Deutscher, “a linguagem é um recife de metáforas mortas”. Ora, um recife abriga inúmeros organismos sobre uma camada fóssil. Esses organismos um dia serão também reduzidos à matéria inerte e servirão de suporte para outras estruturas. Em termos lingüísticos, tal suporte é concedido pelas metáforas desgastadas. A gíria popozuda é um caso que merece uma certa “atenção”. Ora, os “funkeiros” redimensionaram o uso desta palavra; no Português arcaico, dizia-se que uma embarcação que estivesse afundando pela popa era “popozuda”. Ora, se fizéssemos uma leitura ipsis literis desta palavra nos dias atuais, ao invés dela designar a idéia de “uma mulher que apresenta uma região glútea avantajada”, seria exatamente o contrário; seria “mulher de glúteos flácidos (caídos). A expressão inglesa de baixo calão fuck, por sua vez, remontando a Idade Média, veremos que se refere ao seguinte contexto: quando um plebeu se casava, para desposar sua amada, era necessário haver a autorização expressa do rei que, uma vez deferindo-a, por sua ordem, um emissário afixava uma placa na casa do casal com a seguinte sigla: F.U.C.K. (fornication under consentiment of the king). Segundo o Funcionalismo Lingüístico norte-americano, as palavras nascem motivadas iconicamente e a arbitrariedade é uma conseqüência do desbotamento semântico e do desgaste fonológico, o que explica, por exemplo, a palavra ROMARIA. Antes, designava uma peregrinação à Roma. Hoje, qualquer deslocamento religioso para algum lugar. Notemos que, embora tenha ocorrido um significativo desgaste semântico na palavra, permaneceu, contudo, o sentido atrelado à religião. Tomemos, ainda, por exemplo, as seguintes palavras: idiota, radical, catarse. No caso da primeira, etimologicamente, designava alguém muito compenetrado em si mesmo, mas certamente nos dias de hoje, ninguém gostaria de ser chamado assim, pois seria uma ofensa, haja vista que o sentido atual dessa palavra é disfórico ; a palavra “radical” que designava alguém de temperamento investigativo, uma vez ouvida nos dias atuais, é facilmente entendida como sendo o mesmo que austero; catarse, por sua vez, deriva do grego e significava, na Antiguidade, inocular uma substância no organismo, a fim de que se possa excretar impurezas. De certa forma, ainda que não mais uma palavra restrita à área médica, “catarse” continua a ter uma certa proximidade com o seu sentido original, haja vista que, segundo o viés dos cânones da Literatura, uma das funções literárias é provocar “catarse”, isto é purgação e alívio emocional.Se a palavra metáfora que em grego significava transporte não operasse como foi descrito acima, não haveria o suporte para outros sentidos e tampouco para outras palavras, até porque a evolução lingüística sempre esteve vinculada ao uso da palavra. Quem poderia imaginar que dos étimos latinos VOS CE TE MERSUM surgiria a palavra VOSSA MERCÊ que hoje encontra-se tão abreviada na forma CE? Bem, o homem é o reflexo dos eu pensamento e a sua linguagem é produto de toda essa atividade. A Língua Portuguesa pode ser inculta e bela como um dia o grande poeta escreveu, mas é a nossa Língua – inculta? Bela? Sem dúvida! |
Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| UMA CONTRIBUIÇÃO FUNCIONALISTA PARA O ESTUDO DA TRANSITIVIDADE-1ª PARTE- (PROF. ALEX SWANDER) | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| UMA CONTRIBUIÇÃO FUNCIONALISTA PARA O ESTUDO DA TRANSITIVIDADE-2ª PARTE-(PROF. ALEX SWANDER) | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| Vamos contar o que é o conto? (PROF. ALEX SWANDER) | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |
| “DEVEMOS VER COM OS OLHOS LIVRES”(PROF. ALEX SWANDER) | Alex Swander 12/10/2007 18:11 |

